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Uma batalha unificada das entidades pelo futuro de PG

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O novo contorno rodoviário de Ponta Grossa, proposto pela concessionária Motiva Paraná, está no centro de um debate crucial para o desenvolvimento urbano e econômico da cidade. A proposta atual, que interliga a BR-376 à PR-151 e BR-373, enfrenta forte oposição de entidades locais, Prefeitura e Câmara Municipal. A união de forças é fundamental para alterar o traçado, garantindo que o investimento de aproximadamente R$ 1 bilhão, não comprometa o crescimento do município e a logística regional pelas próximas décadas.

A mobilização contra o traçado original não é fruto de desentendimento técnico, mas de uma análise criteriosa sobre os impactos no longo prazo. O projeto inicial, ao cruzar áreas próximas ao perímetro urbano no norte e leste, ameaça estrangular a expansão residencial e industrial, além de afetar importantes áreas de conservação, como. Portanto, a defesa de uma alteração no traçado — focada em um arco mais distante da malha urbana atual — é um imperativo estratégico defendido pela Associação Comercial e Industrial de Ponta Grossa (Acipg).

O envolvimento das entidades representativas de Ponta Grossa tem sido exemplar, com a Acipg liderando o debate e organizando encontros com a Motiva Paraná para apresentar as preocupações setoriais, envolvendo setores como o da indústria (FIEP) e habitação (Secovi). O Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Cdepg) reforça a necessidade de um traçado que respeite as vocações da região, propondo alternativas técnicas.

A gestão municipal, através do Instituto de Planejamento e Pesquisa (Iplan), realiza um estudo minucioso dos impactos, garantindo que o novo contorno harmonize o fluxo de carga com o plano diretor de desenvolvimento urbano. Paralelamente, o Poder Legislativo, através de lideranças como o vereadora Júlio Kuller, tem promovido audiências públicas com a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) e o Cdepg para aprofundar o debate, como a realizada em abril de 2026. Essa sinergia entre prefeitura, vereadores e sociedade civil organizada é a melhor garantia de que a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) receba um pleito sólido e consensual.

Em suma, Ponta Grossa não pode aceitar um projeto de contorno rodoviário que, ao invés de solucionar gargalos logísticos, crie problemas urbanos duradouros. O engajamento contínuo das entidades, Câmara e Prefeitura na defesa de uma alternativa melhor estruturada é crucial. O futuro da mobilidade, do turismo e da industrialização de nossa cidade passa por um contorno rodoviário que atenda, de fato, às necessidades de longo prazo da região.

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