Editorial
PG tecnológica impulsiona as operações de segurança
Da Redação | 09 de abril de 2026 - 00:31
P auta de encontro entre o poder público e a iniciativa privada, o projeto Vizinhança Segura ganha importância nas ações de prevenção ao crime e à violência por integrar dois importantes extremos: a comunidade, que espera agilidade no atendimento de suas reclamações, e a força de segurança, que muitas vezes depende das informações de moradores para avançar em investigações e esclarecer delitos. Este projeto reduz essa distância e dinamiza o contato.
Ao longo de sua história, Ponta Grossa criou vários projetos com o objetivo de estreitar o contato com a população. Um deles foi a instalação de urnas nos terminais rodoviários para que a população depositasse suas denúncias — um sistema simples, mas de muita efetividade, criado pelo delegado aposentado Marcus Vinícius Sebastião. Vários casos foram esclarecidos e muitos bandidos localizados.
Depois surgiu o Disque-Denúncia (181), muito crucial para a segurança pública por permitir a colaboração cidadã anônima contra crimes, garantindo sigilo total, rapidez e funcionamento 24h. O sistema facilita a identificação de criminosos, a localização de foragidos e o combate a crimes diversos (como tráfico, violência doméstica e exploração sexual) sem expor o denunciante a retaliações.
No mundo tecnológico, o projeto Vizinhança Segura de Ponta Grossa, iniciado em 2023, integra a comunidade e as forças de segurança (Guarda Municipal/Polícia) para monitoramento ativo e prevenção de crimes. A iniciativa utiliza tecnologia, permitindo que câmeras particulares sejam conectadas ao Centro de Inteligência Municipal, com foco em rondas intensificadas e integração com líderes comunitários.
Através deste projeto ocorre a integração de câmeras de segurança privadas e da Muralha Digital, com mais de 750 equipamentos da Prefeitura. Nesta estrutura, os moradores se organizam por meio de líderes comunitários para reportar situações suspeitas diretamente à Guarda Municipal.
O programa permite que a prefeitura tenha acesso a sistemas de monitoramento de casas e empresas particulares para respostas mais rápidas, com a realização de patrulhamento, abordagens e fiscalização ativa. Atualmente, o projeto contempla o Contorno, Jardim Amália e a região do Neves.
O projeto é contínuo e tem se expandido por diferentes regiões da cidade para aumentar a sensação de segurança e inibir ações criminosas. O envolvimento da comunidade em projetos de segurança é fundamental para transformar os moradores de espectadores passivos em agentes ativos na construção de um ambiente seguro e solidário. A participação social, aliada ao Estado, cria uma política de segurança mais sustentável, eficaz e humana, baseada na confiança mútua e na corresponsabilidade.