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Fornecer água com qualidade é obrigação da Sanepar

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Água própria para consumo (potável) é incolor (transparente), inodora (sem cheiro) e insípida (sem sabor), livre de microrganismos patogênicos e substâncias tóxicas, atendendo aos padrões de potabilidade definidos por lei. Para garantir a segurança, a água deve ser tratada ou filtrada e fervida, eliminando riscos à saúde. A água consumida pelo ponta-grossense é cara, tem cheiro e odor.

Nas últimas semanas, vários moradores de Ponta Grossa vêm relatando problemas com a água distribuída pela Sanepar. Entre os casos citados, o principal é a alteração no gosto e no odor da água. Outro problema apresentado por populares é a cobrança abusiva na tarifa de água. Seguidores do Portal aRede e leitores do Jornal da Manhã relataram aumentos entre R$ 100 a R$ 300. Em alguns casos, o valor cobrado pelos serviços da Sanepar chegou a R$ 2.077,11.

A insatisfação com a Sanepar é recorrente. A CPI da Sanepar em Ponta Grossa concluiu em maio de 2025, propondo uma multa de R$ 12,5 milhões à companhia por falhas no abastecimento, com relatório destacando 10 anos de atraso na obra do Rio Pitangui. A investigação apontou descumprimento do plano de saneamento e irregularidades na renovação do contrato até 2048.

A título de compensação por danos coletivos, a Sanepar deverá ainda pagar R$ 15 milhões, que poderão ser utilizados em programas municipais (a serem criados) para a instalação de caixas d’água doadas pela Sanepar em casas de famílias em situação de vulnerabilidade social e também para a implantação de bebedouros públicos em locais estratégicos.

A Sanepar, o IDR-Paraná, o IAT, a Adapar e o Simepar explicam que a normalização do problema “não depende apenas de ações operacionais. A recuperação plena das condições do reservatório exige a retomada de chuvas em volume adequado e manejo sustentável da bacia". As instituições explicam que o cheiro e o gosto diferentes são relacionados “à forte proliferação de algas no reservatório Alagados”. Isto, de acordo com as entidades, ocorre “principalmente pelo longo período de chuva abaixo da média na microbacia do Rio Pitangui”. Apesar deste problema, o documento ressalta que a água está dentro “dos padrões de potabilidade”.

Hoje (26), a Companhia deverá participar de uma reunião com o Conselho Municipal do Meio Ambiente de Ponta Grossa (Condema) para prestar esclarecimentos. Água precisa ter pureza. É uma questão de saúde pública. Culpar a falta de chuva e proliferação de algas, apenas confirma as limitações da empresa em atender às expectativas da população. Não estamos na década de 30 e investimentos são necessários.

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