Editorial
O transtorno na Rodovia do Café é culpa da concessionária
Da Redação | 19 de fevereiro de 2026 - 00:56
Falta de planejamento, baixo investimento e estradas precárias. O novo modelo de concessão de rodovias, estruturado entre o governo federal (ANTT) e o estadual, com previsão de investimentos expressivos para modernizar a malha rodoviária de Ponta Grossa e de todo o Paraná, tem início marcado por reclamações de diferentes segmentos do setor produtivo, das lideranças políticas e empresariais e por insatisfação dos usuários.
Há aproximadamente um mês, uma simples obra na Rodovia do Café, na altura das fábricas da Heineken e da Tetra Pak, provoca transtornos aos ponta-grossenses e aos motoristas que cruzam Ponta Grossa para seguir a Curitiba ou para o Norte do Paraná. As interdições parciais provocam atrasos nas viagens e causam grandes filas de veículos. A PRVias, concessionária do trecho, limita-se apenas a monitorar o local. Não se preocupou em apresentar alguma sugestão pontual para manter em ordem (e seguro) o fluxo de veículos neste importante setor da rodovia.
O pedágio é caro e o que se vê até o momento é a estruturação das praças de cobrança. Nenhuma obra significativa foi realizada até agora. Importante lembrar que os novos contratos, assinados no ano passado, incluem exigências como instalação de wi-fi, câmeras de monitoramento, iluminação e melhorias no pavimento. Investimento “zero”, até o momento.
A Rodovia do Café é a artéria vital que liga o Norte/Noroeste do Paraná ao Porto de Paranaguá, com grande parte de seu trecho duplicado passando por Ponta Grossa. Recentemente, a Prefeitura notificou oficialmente a CCR sobre problemas verificados na BR-376 ao longo do trecho que cruza o município. A medida busca cobrar da companhia, responsável pela manutenção da rodovia, melhorias para quem trafega especialmente pela região entre o Trevo Vendrami (km 498) e o Distrito Industrial. Por consequência, a ação busca garantir a segurança dos milhares de motoristas que utilizam o trecho diariamente.
Durante vistorias ao longo da rodovia, foram verificadas más condições do pavimento, buracos de grande porte, erosões nas alças de retorno, além da falta de sinalização horizontal e vertical. Todos esses itens comprometem gravemente a segurança dos motoristas, e isso nos preocupa sensivelmente.
A concessão começou e Ponta Grossa continua enfrentando graves gargalos logísticos rodoviários, considerados um dos maiores do Sul do Brasil, afetando o escoamento agrícola e industrial. Os principais pontos críticos incluem o fluxo intenso de cargas na BR-376, agravado por problemas estruturais, manutenção deficiente e alta demanda no trecho urbano. O pedágio continua sendo caro e o investimento praticamente inexiste.