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PG reforça o setor de energia com obra de R$ 193,6 milhões

O empreendimento foi planejado para ampliar a capacidade de transmissão no eixo entre Ponta Grossa, São Mateus do Sul e Canoinhas

O município de Ponta Grossa será diretamente beneficiada por um dos principais investimentos previstos para o sistema de transmissão de energia elétrica do Sul do país. A Linha de Transmissão 230 kV Ponta Grossa–Canoinhas C1, arrematada pela Engie no Leilão de Transmissão nº 1/2026 da Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), terá 137 quilômetros de extensão e investimento estimado em R$ 193,6 milhões. A obra terá prazo de 42 meses para ser concluída.

O empreendimento foi planejado para ampliar a capacidade de transmissão no eixo entre Ponta Grossa, São Mateus do Sul e Canoinhas, fortalecendo a infraestrutura elétrica dos estados do Paraná e de Santa Catarina. A própria ANEEL aponta como função da nova linha justamente o aumento da capacidade do sistema de transmissão em 230 kV nesse trecho.

Além do efeito permanente sobre a infraestrutura elétrica, a obra deverá movimentar a economia durante sua implantação. Segundo informações divulgadas no contexto do leilão, o empreendimento tem previsão de gerar aproximadamente 553 empregos na fase de implementação, além de movimentar empresas e fornecedores envolvidos na construção da linha e nas intervenções nas subestações.

O investimento de R$ 193,6 milhões também coloca Ponta Grossa no mapa de um projeto de infraestrutura de abrangência regional. A cidade não será apenas um ponto de passagem da energia, mas uma das extremidades da nova conexão, que terá estruturas associadas à subestação de Ponta Grossa.

O planejamento da Empresa de Pesquisa Energética (EPE) prevê a implantação de um circuito simples de 230 kV, com 137 quilômetros, além de estruturas de entrada de linha e equipamentos nas subestações de Ponta Grossa e Canoinhas. O projeto foi incluído no planejamento de reforços do sistema elétrico da Região Sul.

No Paraná, o empreendimento envolve Ponta Grossa, Palmeira, Teixeira Soares, Fernandes Pinheiro, São João do Triunfo e São Mateus do Sul, além de Canoinhas, em Santa Catarina. Com isso, a expectativa é de que a implantação avance nas próximas etapas de planejamento, licenciamento e execução. Para Ponta Grossa, o principal resultado esperado vai além da própria construção da linha: trata-se da ampliação da capacidade de uma infraestrutura essencial para sustentar novos investimentos, expansão industrial, geração de empregos e crescimento econômico com maior segurança no abastecimento de energia.

Reforço para o desenvolvimento

A importância da obra aumenta quando considerada a perspectiva de crescimento da demanda energética regional. Em Canoinhas e no Planalto Norte catarinense, por exemplo, o reforço busca ampliar a capacidade de atendimento a atividades econômicas que dependem de fornecimento estável, especialmente durante períodos de maior consumo.

Para Ponta Grossa, o ganho é estratégico: mais capacidade de transmissão significa maior margem para acompanhar a expansão industrial, comercial e urbana, além de fortalecer uma infraestrutura que já é fundamental para a competitividade do município.

O empreendimento também evidencia a posição de Ponta Grossa como ponto estratégico na infraestrutura energética regional. A cidade passa a integrar uma conexão de alta tensão que reforçará a ligação entre dois importantes mercados consumidores do Sul.

Licenciamento em andamento

O projeto já avançou também na área ambiental. Em julho deste ano, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Água e Terra (IAT) firmaram acordo de cooperação técnica para a execução do licenciamento ambiental da linha e das ampliações das subestações associadas.

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