Cida aposta na atenção à infância como política pública

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25 de agosto de 2017 16:59

Afonso Verner

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Vice-governadora almeja disputar o Palácio do Iguaçu no próximo ano/Imagem: Divulgação
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Com mais de 25 anos de trajetória na vida pública, a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), está entre as possíveis candidatas à sucessão de Beto Richa (PSDB) em 2018. Empresária, formada em administração com especialização em políticas públicas, Cida iniciou o gosto pela política em casa e atualmente é casada com Ricardo Barros, Ministro da Saúde do Governo Temer, e mãe da deputada estadual Maria Victória.

Cida foi presidente voluntária do Provopar Maringá, deputada estadual por dois mandatos e deputada federal. É reconhecida no Brasil e no exterior pelo trabalho estimulando a saúde preventiva, combate ao câncer de mama e na atenção às crianças, jovens e mulheres. No Governo Estado, a vice-governadora coordena o relacionamento com Brasília – é a responsável pelo grupo de trabalho que negocia projetos, busca recursos, obras e investimentos de interesse do Estado na capital federal.

A vice-governadora é a segunda entrevistada da série do Jornal da Manhã e do portal aRede sobre a eleição de 2018.

Jornal da Manhã: Vice-governadora, o que lhe credencia e motiva para disputar o cargo de governadora do Paraná em 2018? 

Cida Borghetti: Sinto-me preparada para o desafio. Vivemos num Estado diferenciado, com agropecuária pujante, indústria qualificada e diversificada, comércio forte e uma população trabalhadora e preocupada com o desenvolvimento das suas regiões. Aproveito as oportunidades para conversar com a população, debater com lideranças, receber demandas e dialogar com nossos parlamentares aqui no Paraná e em Brasília. É o momento de conversar e de ouvir. São diálogos produtivos, com paranaenses que se preocupam com o desenvolvimento do nosso Estado. Tenho disposição, vontade e gosto muito do que faço. 

JM: Quais são os principais desafios do Estado para os próximos anos? 

Cida: Temos o reflexo de uma forte crise econômica que atinge todo o país. O caminho é uma gestão eficiente e preocupada, cada vez mais, com a boa aplicação do recurso público. Buscar eficiência, as práticas inovadoras e as parcerias com a iniciativa privada. O desenvolvimento harmônico e sustentável do Paraná passa pela união de diferentes órgãos e entidades, da classe produtiva e dos trabalhadores. A união é fundamental para vencermos as dificuldades. 

JM: Enquanto vice-governadora, a senhora acompanhou o processo de ajuste fiscal do Estado nos últimos anos. Acredita que tal processo foi fundamental para a equalização das contas do Paraná? 

Cida: Sem dúvida, o governador Beto Richa e a sua equipe se adiantaram à crise e iniciaram o ajuste fiscal no fim de 2014. Tivemos o essencial apoio da nossa bancada na Assembleia Legislativa. Hoje, o Paraná é destaque no país. Honra os compromissos, paga os salários em dia e amplia os investimentos na saúde, assistência social, educação, segurança, habitação, saneamento, estradas e portos. O ajuste fiscal também auxiliou os cofres municipais com o aumento dos repasses de ICMS.

JM: A experiência que a senhora tem na Assembleia Legislativa do Paraná (ALEP) deve contribuir para possível disputa de 2018? 

Cida: Não só dos oito anos da Assembleia, também dos quatro anos na Câmara Federal, do trabalho voluntário do Provopar de Maringá e da chefia do escritório de representação do Paraná em Brasília. Funções onde pude, com a permissão de Deus, contribuir pelo desenvolvimento do nosso Estado. Na Assembleia tive a oportunidade de ampliar o trabalho pela proteção às crianças, jovens, mulheres e idosos e pela saúde preventiva. Consolidamos no Paraná uma ampla mobilização pelo combate ao câncer de mama por meio de uma lei estadual que serviu de referência para a lei nacional. Também legislei pela regulamentação e criação das regiões Metropolitanas de Maringá e Londrina, estímulo a criação de empregos, apoio aos servidores, investimentos e obras nos municípios e nas universidades estaduais. É fundamental a boa relação entre o Poder Executivo e os parlamentares para o desenvolvimento do Estado.

JM: Diante da sua trajetória política, o que a senhora destacaria? 

Cida: Aprendi o gosto pela política em casa, com o meu pai, seu Ivo Borghetti, um getulista de carteirinha. Carrego um ensinamento dele: “Se você não está satisfeito, não reclame, faça melhor”. Iniciei com a formação da juventude do PDS, minha ficha de filiação foi abonada pelo governador Ney Braga. Fui eleita deputada estadual por dois mandatos, deputada federal. São mais de 20 anos de trajetória política. Nesse tempo creio que posso destacar duas grandes ações. A primeira é a mobilização pelo combate ao câncer de mama. Além das campanhas de conscientização, consegui por meio de emendas individuais a aquisição e instalação de modernos centros de diagnóstico e tratamento em Maringá, Londrina e Cascavel. Locais com equipes multidisciplinares para atender a quem mais precisa. Também me orgulha muito a aprovação e sanção do Marco Legal da Primeira Infância, a legislação mais avançada na proteção e nos direitos às crianças de zero a seis anos. Tive a honra de presidir a Comissão Especial na Câmara Federal que, em tempo recorde, redigiu o texto. Esse texto serve de base para o programa Criança Feliz do Governo Federal.  

JM: Caso sua candidatura se confirme, qual seria a sua principal aposta de política pública? 

Cida: As crianças. Sempre as crianças. Unir as prefeituras, governo federal, iniciativa privada e a sociedade para ampliar os investimentos na primeira infância. A atenção adequada nas primeiras horas, dias e anos da criança é decisiva. É o período de maior desenvolvimento do cérebro. O futuro do estado e do país passa por adultos mais bem preparados e qualificados. Também defendo o apoio ao setor produtivo e o suporte total e irrestrito às demandas dos municípios. Quem me conhece sabe que sou municipalista. É lá na ponta que as coisas acontecem, e é onde os recursos precisam chegar. 

JM: A senhora é uma das mulheres de maior destaque no cenário político paranaense. Acredita que tal posição é resultado do trabalho realizado nos últimos anos? 

Cida: Eu gosto muito do que eu faço. Encontrei na política um caminho de realização pessoal e profissional. Pela política podemos mudar a realidade que nos cerca. Desde o início, há mais de 20 anos, tenho me qualificado para esses desafios. Sou empresária, formada em administração pública com especialização em políticas públicas. Levanto bandeiras importantes como da saúde preventiva, valorização dos servidores, do amparo às mulheres e jovens, do respeito ao meio ambiente e do fortalecimento dos municípios. Fiz diversos cursos, entre eles o de liderança executiva em desenvolvimento da Primeira Infância da Universidade de Harvard. Tenho me preparado desde jovem e continuo me preparando para exercer a política, a gestão e honrar os votos recebidos. 

JM: Caso a senhora de fato se candidate ao cargo de governadora em 2018, a candidatura deve ser no PP ou a senhora pensa em mudar de partido? 

Cida: Se a pré-candidatura se confirmar, será pelo PP. Retornei ao partido há cerca de um ano e meio com o convite das direções nacional e estadual da legenda para disputar as eleições ao Governo do Estado. Aceitei o desafio com muita responsabilidade. 

JM: Caso continue no PP, tem alguma noção de quais partidos poderiam compor a chapa na disputa pelo Palácio do Iguaçu? 

Cida: É cedo ainda para falar na formação de chapa. Cada legenda está analisando o cenário, as conversas são rotineiras e devem se intensificar a partir dos próximos meses. Da minha parte espero contar com a ampliação da coligação vencedora das campanhas de 2010 e 2014.

JM: Se a senhora for candidata, qual seria a importância de Ponta Grossa para sua campanha e seu Governo? 

Cida: Ponta Grossa e os Campos Gerais são essenciais para a economia e o desenvolvimento do Paraná. A região se consolidou nos últimos anos como um dos principais indutores do desenvolvimento do Estado. A cidade recebeu investimentos de grandes empresas e de multinacionais. Foi a região mais beneficiada com o programa Paraná Competitivo, que gerou empregos e trouxe riquezas. Além disso, tem campos férteis, pecuária de ponta e mão de obra qualificada. Cabe ao poder público estimular as aptidões de cada município e cada região. 

JM: Enquanto vice-governadora, qual é a bagagem que a senhora traz de atuação no Executivo que possa te ajudar enquanto governadora? 

Cida: Eu sinto uma satisfação imensa, um orgulho muito grande de servir o povo do Paraná. Agradeço a confiança do governador Beto Richa. Ser vice-governadora permitiu ampliar meu trabalho em defesa das crianças brasileiras, na luta contra o câncer de mama, na articulação de mais recursos junto ao Governo Federal. O cargo permite acompanhar detalhadamente a condução do governo com seus desafios e suas conquistas. Aprendi muito e hoje tenho conhecimento pleno do que o Paraná representa nesse imenso território brasileiro e o que temos que fazer para melhorar ainda mais a vida do nosso povo.

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