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Sindicato convoca nova reunião sobre data-base

Ponta Grossa

20 de abril de 2017 15:58

Afonso Verner

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/Imagem: Divulgação / Sindicato
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Sindicato dos Servidores classificou como “desrespeitosa” decisão do prefeito em paralisar debate sobre a data-base da categoria

O Sindicato dos Servidores Municipais de Ponta Grossa (SindServ) reagiu ao anúncio feito nesta quarta-feira (19) pelo prefeito Marcelo Rangel (PPS). Após o Legislativo Municipal rejeitar o projeto de lei que previa a renegociação de uma dívida de R$ 25 milhões fruto do não recolhimento do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS), Rangel decidiu suspender o debate sobre a data-base do funcionalismo marcada para o próximo dia 1 de maio.

Para o presidente do SindServ, Leovanir Martins, a atitude do prefeito é “desrespeitosa com o servidor”. “A data-base é um direito sagrado, assim como o recolhimento do FGTS por parte do patrão, nesse caso o prefeito, por isso a categoria encara como um desrespeito do Governo suspender o debate do reajuste, garantido por lei”, comentou Martins. O Sindicato convocou uma nova reunião para discutir o tema para o próximo dia 28 de abril e não descarta a realização de greve por parte do funcionalismo.

Durante uma coletiva de imprensa concedida na última quarta-feira (19), Rangel afirmou que o debate sobre a data-base se tornaria inviável até que o município consiga refinanciar a dívida com à Caixa Econômica Federal (CEF) em FGTS. “Nós só queremos utilizar um dispositivo legal para parcelar o que é devido, caso isso não aconteça o próprio servidor será muito prejudicado”, contou Rangel.

Ainda na quarta-feira (19), o prefeito reenviou o PL à Câmara de Vereadores de Ponta Grossa (CMPG) em regime de urgência. Para Leovanir, o caminhão não é o “mais adequado”. “Quem tem que saber se o FGTS pode ou não ser parcelado é o servidor público, o dinheiro é dele por direito, por isso o debate sobre o tema tinha que acontecer antes de qualquer coisa com o sindicato e com os funcionários da Prefeitura”, comentou Martins.

Prazo

Na visão do presidente do SindServ, o prazo proposto pelo Governo Municipal é “muito extenso”. “Não é cabível que um servidor que possa ser acometido por uma doença grave ou precise do seu FGTS para parcelar um carro ou uma casa tenha que esperar 60 meses para ter o dinheiro, esse é um prazo muito grande”, contou Martins. 

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