Ponta Grossa reforça política ambiental com resiliência frente às mudanças climáticas
Iniciativas como o Recicla PG, Bota Fora de Eletrônicos e Feira Verde são ações concretas do Município para garantir um futuro sustentável e cidade limpa; projetos para lagos e arroios seguem em andamento

Em entrevista concedida ao Grupo aRede, a secretária municipal de Meio Ambiente de Ponta Grossa, Carla Kritski, detalhou as principais diretrizes e projetos que envolvem a gestão ambiental do município.
Durante o painel, que integra as ações da semana do meio ambiente e sustentabilidade do grupo aRede, a secretária reforçou que a preservação ambiental não é um dever exclusivo do poder público, mas sim uma responsabilidade compartilhada por todos os cidadãos.
Educação ambiental
A secretária destacou que a política ambiental está diretamente ligada à sustentabilidade, o que exige o equilíbrio entre o desenvolvimento econômico e o bem-estar socioambiental. Ela defende que as decisões tomadas pela gestão pública e pela sociedade civil são determinantes para garantir a qualidade de vida das futuras gerações.
A base para essa transformação, conforme apontado por Carla, reside na educação ambiental. Carla explica que o Município tem investido nessa frente, utilizando estruturas como o Centro de Educação Ambiental no Lago de Olarias, para realizar um trabalho de base com crianças das escolas municipais e dos Centros Municipais de Educação Infantil (CMEIs). “Muitas vezes, as crianças levam os aprendizados e a conscientização ambiental para os seus pais”, diz.
Fundos de vale
Um dos grandes gargalos socioambientais de Ponta Grossa reside na ocupação das áreas de fundo de vale. Para enfrentar esse problema, a Secretaria de Meio Ambiente contratou estudos aprofundados de três importantes bacias hidrográficas do município: Pilão de Pedra, Olaria e Arroio da Ronda. “Visamos identificar quais são os lugares de risco e onde esses problemas se originam. Com o estudo, foi revelado que as ocupações nas áreas das nascentes iniciaram na década de 1940”, explica.
Carla conta que a ocupação dessas margens resultou na retirada da mata ciliar, gerando deslizamentos de terra, assoreamento dos arroios e poluição. Além do impacto ambiental, a situação se tornou um problema de saúde pública e de segurança. O planejamento da secretaria foca no aspecto socioambiental, buscando a regularização fundiária e a desocupação dessas áreas de risco para que os locais sejam recuperados e voltem a exercer sua função ecológica natural.
Lagos de Olarias
O Lago de Olarias 1, amplamente conhecido pela população por seu caráter de lazer e paisagismo, possui uma função de amortecimento dos altos volumes de chuvas. “Conforme as chuvas, os sedimentos são naturalmente depositados no fundo dos lagos de contenção. Então, os lagos de Olarias 1 a 5 são planejados para evitar alagamentos. Atualmente, com o lago 1, a sua principal função é a prevenção de enchentes, que era o que provocava alagamentos em toda a Vila Cipa antes da instalação do lago”.
Atualmente, o lago passa por um processo essencial de desassoreamento para recuperar sua capacidade de contenção. Entretanto, durante as obras, além de terra, as equipes recolhem volumes de lixo descartado irregularmente. “O Lago de Olarias é um grande receptor de pneu, garrafa, plástico, sofá, cama, colchão”, preocupa-se Carla.
Para combater esse cenário, a secretária destacou a importância da coleta seletiva porta a porta, que é amplamente incentivada e expandida anualmente. “O Município apoia três associações de catadores de recicláveis, que atuam como os principais agentes ambientais da cidade, fomentando a economia circular”.
A Prefeitura oferece o programa municipal “Recicla PG”, onde materiais recicláveis, vidros, eletrônicos, pilhas e baterias podem ser entregues corretamente, inclusive com sistemas de recompensa por pontos. A partir de ações concretas que mobilizam o comportamento socioambiental da população ponta-grossense e projetos para um futuro organizado e seguro, a Secretaria de Meio Ambiente consolida seu importante papel para a sustentabilidade de Ponta Grossa.





















