Elizabeth quer criar ‘Prefeitura 4.0’ com uso da tecnologia

Atual vice-prefeita lidera chapa de continuidade do Governo e aposta em soluções tecnológicas e diálogo com a população

Atual vice-prefeita de Ponta Grossa, Elizabeth Schmidt (PSD) representa o grupo de Marcelo Rangel (PSDB) e Sandro Alex (PSD) nas urnas em 2020. Com o sonho de se tornar a primeira mulher eleita para o cargo na história de Ponta Grossa, Elizabeth lidera uma chapa na disputa pelo comando do Palácio da Ronda e tem como vice o policial militar Capitão Saulo (PSD).

Nesta sexta-feira (9), Elizabeth foi sabatinada pelo jornalista Eduardo Farias. A gestora aposta no uso de recursos tecnológicos e diálogo com a população para melhorar a Prefeitura. Acompanhe: 

Jornal da Manhã: Como o Plano de Governo da sua chapa está sendo composto?

Professora Elizabeth Schmidt (PSD): Este plano de governo é resultado de esforços de inúmeras pessoas que têm experiência dentro da nossa estrutura em termos de prefeitura e cidade de Ponta Grossa. Em cada área, vários profissionais especializados estiveram conosco para elaborar este planejamento. Queremos que Ponta Grossa seja maior, melhor e cada vez mais humana. Todas as propostas estão divididos em cinco grandes eixos, com metas específicas. Com a experiência de 15 anos que tive na gestão pública, penso que ideias novas serão acrescentadas ao longo do percurso. Isso ocorre em qualquer planejamento. Assim como uma gestão escolar, onde já trabalhei por muito tempo, as estratégias nunca são fechadas. Planejamentos são abertos e amplos, suportando qualquer nova atividade a ser inserida futuramente. Entre os cinco grandes eixos estabelecidos em nosso plano de governo estão a educação, saúde, infraestrutura e qualidade de vida. Todos esses temas possuem diversas subdivisões, que englobam estratégias para o setor produtivo, para o lazer, para a prática esportiva, entre outras.

JM: Como a senhora avalia o mandato como vice-prefeita? Quais são as experiências adquiridas?

Professora Elizabeth: Sempre me propus a ser uma pessoa que colabora e está sempre presente ao lado do Marcelo Rangel. A lei orgânica do município diz que o vice só pode e deve trabalhar nas ausências do prefeito, mas eu não deixei de trabalhar em nenhum dia. Penso que aquele que procura o trabalho, acha. Sempre estive presente fazendo isso. A primeira fala do nosso plano de governo diz que todos os projetos que foram e tiveram bons resultados, serão mantidos. Algumas ações já estão consolidadas no município e precisam continuar. Aquelas ideias que tiveram resultados moderados serão reformulados de acordo com a necessidade. Com relação às novas propostas, a ideia é estabelecer iniciativas de acordo com a contextualização atual. Estamos no século 21, e serão quatro anos completamente diferentes, já que teremos que enfrentar o cenário pós-pandemia. 

JM: O que a senhora propõe para a geração de empregos e fomento aos empreendedores da cidade?

Professora Elizabeth: Na reta final desta última gestão estamos realizando um bom papel de enfrentamento à pandemia. Estamos no processo para vencer a Covid. Graças a Deus estamos com números relativamente bons em relação às cidades de mesmo porte. Daqui em diante, meu papel também é planejar o futuro pós-pandemia. O que já vem acontecendo, com relação ao empreendedorismo, já é uma coisa espetacular. Pretendo transformar a sala do empreendedor em central do empreendedor. Com a ajuda da tecnologia, a ideia é ‘criar uma prefeitura 4.0’, onde não será usado papel. Logo, todos os impostos e taxas podem ser conseguidos por meio do trabalho online. Com isso, as pessoas não vão mais precisar ficar na fila dentro da prefeitura. Já temos os totens para pagamento e o projeto descomplica, que garante o alvará facilitado para 462 atividades econômicas. Acho essas estratégias muito importantes. O trabalho de qualificação profissional precisa ter continuidade. É preciso promover este trabalho. Um dos aspectos que levamos em conta durante a elaboração do nosso plano de governo, é a questão da informalidade. Este será um cenário muito presente no futuro. Por isso, temos que fazer com as pessoas se tornem microempreendedores e tenham confiança, coragem e qualificação para exercer suas funções. Em plena pandemia, estamos muito felizes com os números do Caged. Somente no mês de agosto houve um saldo positivo de 2.309 vagas de emprego em Ponta Grossa. Isso já é um bom sinal. No entanto, é preciso fomentar o retorno dos eventos e o turismo, que foram dois setores muito afetados durante a pandemia. Também é necessário estimular os pequenos produtores. Inclusive, temos uma proposta de aumentar a compra desses profissionais de R$ 8 mil para R$ 20 mil, o que seria um grande salto. A ideia é incentivar todo o tipo de captação que venha da indústria e do comércio, desde as multinacionais até os pequenos produtores. 

JM: A senhora entende que a atuação da atual gestão deve ser continuada?

Professora Elizabeth: O trabalho é esse, continuar fazendo o que já vem sendo desenvolvido e está dando frutos. Estamos em parceria com o governo Ratinho Junior, que tem o Paraná Competitivo. Neste programa, as grandes indústrias chegam para decidir em que cidade vão se instalar. Ponta Grossa está sempre dentro desse páreo por conta do nosso forte entroncamento rodoferroviário para o escoamento de safra e também o nosso aeroporto, que também auxilia no fomento para a captação de novas indústrias. Precisamos atuar para que exista o Porto Seco dentro da nossa cidade, assim como o fortalecimento do Distrito Industrial. Existe um grande ciclo de atividades e ações a serem realizadas. Contamos com todos o nosso povo trabalhador para isso. O Caged está dessa forma porque os empresários estão acreditando em Ponta Grossa. A empresas que vem para cá levam em consideração toda uma prospecção de mercado, como a cultura da cidade, a saúde, o lazer, o entretenimento, a educação e a formação da mão de obra. Essas áreas não se desenvolvem só porque o prefeito quer e sim porque ele estimula e faz com que todas as pessoas acreditem nisso.

JM: O governador Ratinho Junior deve participar ativamente da sua campanha?

Professora Elizabeth: Com certeza, o dia que ele virá já está marcado. Ponta Grossa é uma cidade que ampliou esse relacionamento com o governo do Estado somente nos últimos anos. Antigamente, a cidade não estava no mapa. Nesses últimos mandatos, o prefeito Marcelo Rangel conseguiu fazer isso. Hoje, quando se fala em Ponta Grossa, as pessoas sabem onde fica. Antes, o próprio ponta-grossense não tinha uma auto-estima elevada. Quando eu ainda era secretária de turismo, em 2005, sempre pensava que era necessário fazer algo para estimular esse orgulho da cidade. Atualmente, as pessoas com quem eu converso contam que, ao ver a bandeira tremulando, elas se sentem parte de Ponta Grossa e ficam orgulhosas. As pessoas amam viver aqui no município. Muito disso se deve ao fato de estarmos alinhados ao governo estadual. Como somos do mesmo partido, do PSD, quem terá força e apoio enquanto candidata serei eu.

JM: Como a senhora encara o contrato com a VCG e transporte público da cidade?

Professora Elizabeth: O contrato vence no dia 11 de junho de 2023. Eu jamais assinaria esse último contrato de dez anos. Penso que isso não é algo que o prefeito vai decidir sozinho. Será necessário ouvir a comunidade, as entidades e as associações. Acredito que o prefeito precisa ouvir o inaudível, e é isso que eu preciso fazer.No entanto, já estamos com muitas questões encaminhadas que se referem ao transporte público. Uma delas diz respeito ao uso de combustível limpo, uma vez que todos queremos uma maior qualidade de vida no futuro. Esse objetivo também está relacionado com a pavimentação e as ligações entre bairros que já aconteceram e vão continuar acontecendo. Isso tudo impacta na planilha. Sabemos que a empresa está passando muitas dificuldades por conta da pandemia, que resultou em uma diminuição brutal de usuários do transporte público.

JM: É preciso ouvir a comunidade para discutir esse contrato?

Professora Elizabeth: Vamos ouvir a comunidade. O que interessa é que esse serviço seja equalizado e de qualidade. Quero pensar nas pessoas, são elas que utilizam esse sistema. Essa integração que já existe entre algumas linhas, onde as pessoas podem se deslocar em até 40 minutos a depender da região, precisa ter continuidade. A fiscalização também precisa ser permanente, para garantir essa qualidade. Também não podemos esquecer do Passe Livre, que foi uma grande conquista. Hoje, quase 40% da população está isenta de pagamento. Os dados vão fazer parte dessa discussão, que pode começar a ser feita já em 2021. Em 2023, essa ideia já deve estar muito amadurecida para que seja apresentada uma proposta baseada em ideias de diversas pessoas.

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