Dr. Magno aposta em gestão técnica para melhorar a saúde

Vereador do PDT quer ser candidato à Prefeitura e aposta em ações técnicas para melhorar a gestão da cidade

Em menos de quatro anos de atuação no meio político, Magno Zanellato, o Dr. Magno (PDT), já disputou duas eleições. Em 2016, conseguiu 1750 votos e a primeira vaga para um cargo público, garantindo uma vaga como vereador em Ponta Grossa. Já em 2018, dois anos depois da estreia, Magno tentou voos mais altos e buscou ser eleito deputado estadual, mas desta vez sem sucesso. Nesta sexta-feira (8), Magno visitou a redação do Jornal da Manhã e do portal #aRede para conceder uma entrevista sobre a candidatura. 

Agora, em 2020, Magno quer estrear nas disputas majoritárias e concorrer ao cargo de prefeito de Ponta Grossa. Atualmente no posto de presidente municipal da legenda, Magno busca viabilizar uma candidatura ao executivo no próximo ano. Para o vereador, o Legislativo foi uma “experiência necessária” para que ele chegasse ao mais alto posto da política princesina. 

Na passagem pelo Legislativo, Magno destaca a experiência obtida no jogo político regular. “Para mover uma pedra, muitas vezes precisamos mover outras três ou quatros. Isso o Legislativo me ensinou”, conta. Mesmo que tenha “aprendido” alguns aspectos do trâmite político, Magno defende que, caso chegue ao comando da Prefeitura, quer fazer uma gestão técnica.

Durante a entrevista, Magno discorreu sobre as motivações em se tornar prefeito e também sobre as mudanças que realizaria na Prefeitura, especialmente na gestão da saúde. O médico pneumologista citou como exemplo a gestão da Prefeitura de São Paulo que realizou mutirões e parcerias para agilizar a fila de espera de alguns procedimentos tidos como básicos. 

De acordo com Magno, uma das possibilidades para melhorar a gestão municipal da saúde seria realizar exames na rede privada em prol de compensações ou abatimentos das dívidas dos hospitais com o município. “Essa é uma forma simples de melhorar o atendimento e também ser justo do ponto de vista da arrecadação”, explicou o vereador do PDT.

Confira na íntegra a entrevista com o parlamentar: 

Jornal da Manhã: O que te motiva a disputar o cargo de prefeito de Ponta Grossa em 2020?

Dr. Magno Zanellato: A motivação é a mesma que me levou a ser candidato a vereador em 2016. Me motivo quando vejo uma política que não é a mais correta. Ainda se deixa a população de lado, se deixa o desenvolvimento de infraestrutura de lado para que haja o desenvolvimento de uma carreira política. Precisamos de pessoas que pensem no desenvolvimento da cidade e não no desenvolvimento de uma carreira política. Sigo pensando que, se houver apoio político, quero discutir Ponta Grossa e ser candidato a prefeito. Precisamos brigar por uma cidade melhor

JM: Qual a experiência que o senhor destaca desta passagem pelo Legislativo Municipal?

Dr. Magno: Uma pessoa precisa passar por alguns degraus para chegar a um posto maior. Na Medicina, ninguém começa fazendo um procedimento mais complexo, sem passar pelos procedimentos acessórios primeiro. Para ser gestor de uma cidade, eu considero que é preciso experiência. Uma cidade pode ser comparada a uma empresa, há muitos setores e muitas demandas. Comandar uma prefeitura sem essa experiência é quase impossível. A experiência política é fundamental para garantir uma gestão qualificada do município. Na política é preciso movimentar várias ‘pedras’ para conseguir algo.

JM: Falando da sua especialidade que é a saúde. O senhor é médico, com mais de duas décadas de atuação, como o senhor acredita que a saúde da cidade deveria ser gerenciada?

Dr. Magno: Acredito que é muito difícil fazer a gestão da saúde, mas o que falta em todo o Brasil é de fato uma gestão técnica, é preciso entender da saúde e gerenciar os recursos de forma mais efetiva. Exemplo: fazer reformas em um hospital não resolve o problema se ainda falta material humano. Um outro exemplo é a possibilidade de parceria com os hospitais que atendem o Sistema Único de Saúde [SUS], como a Santa Casa e o Bom Jesus. A Prefeitura aproveita isso de forma muito incipiente. Esses hospitais, por exemplo, tem dívidas com o município… essas dívidas poderiam ser ‘trocadas’ por prestação de serviços e zerar várias filas na saúde. Se soubermos gerenciar as estruturas que já temos, conseguimos fazer muito com os recursos já disponíveis. 

JM: Como poderia funcionar essa parceria?

Dr. Magno: Em São Paulo, o mutirão da saúde da Prefeitura acabou com filas em diversos exames realizando os procedimentos de madrugada, com baixo custo. Os municípios poderiam realizar ações semelhantes, com adaptações. O mesmo se aplica a cirurgias eletivas: há uma demora enorme para boa parte destes procedimentos. Ao mesmo tempo que temos um centro cirúrgico do Hospital da Criança que é muito pouco utilizado e que poderia ser utilizado de forma mais efetiva para garantir maior acesso dos cidadãos a esses serviços. 

JM: A falta de material humano também prejudica o município?

Dr. Magno: Sim, com toda certeza. Houve casos em que um aparelho ficou nove meses encaixotado por falta de pessoal para manusear o equipamento. Isso mostra como a falta de pessoal prejudica o atendimento da saúde.

JM: No setor de finanças, como devemos equilibrar as contas da Prefeitura?

Dr. Magno: Da mesma forma que fazemos numa residência: ‘fechando’ as torneiras e cortando os gastos dispensáveis. Para mim, a Prefeitura deveria abrir mão dos cargos em comissão inicialmente. Se isso representar R$ 500 mil ao mês, no final de um ano, poderíamos beneficiar toda a população com uma obra, um parque, por exemplo.

Quem

Magno Zanellato, o Dr. Magno, cumpre o primeiro mandato como vereador (2017-2020) e sonha com uma candidatura a prefeito em 2020. Conhecido como representante da classe médica, Magno presidente o PDT no município e deve participar da disputa pelo Palácio da Ronda em 2020. Ano passado, em 2018, Magno disputou uma vaga como deputado estadual e conseguiu mais de 10 mil votos na disputa, mesmo com uma campanha sem investimentos virtuosos.

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