Milla fala em transparência e planeja ‘minirreforma’

Novo presidente da Mesa Executiva assume cargo no dia 1º de janeiro. Objetivo é unir estrutura financeira, administrativa e vereadores no mesmo espaço.

Com o apoio de 16 dos 23 vereadores, Daniel Milla (PV) foi eleito na última semana como o novo presidente da Mesa Executiva da Câmara de Ponta Grossa. O vereador, que assume oficialmente o cargo em cerimônia no dia 1º de janeiro, já planeja algumas ações para melhorar a estrutura administrativa da Casa.

Uma delas já foi anunciada assim que venceu as eleições: o novo presidente planeja diminuir drasticamente o número de papeis utilizados e fazer a informatização da estrutura, unindo os gabinetes, o financeiro e o departamento administrativo em um sistema que deve agilizar os trabalhos no Legislativo e também diminuir os gastos públicos.

Outra medida diz respeito à possibilidade de uma ‘minirreforma’ na estrutura física, construindo um espaço para que o setor administrativo e financeiro atue ao lado dos vereadores – no momento, o serviço acontece de forma afastada.

Milla ainda destacou a transparência nas atividades da Câmara e ressaltou que atuará ‘como um magistrado’ em relação aos 23 vereadores e também aos projetos do Poder Executivo, sem pender para nenhum lado ou beneficiar ninguém. Para o vereador, as opiniões que tem por conta de participar da base aliada de Marcelo Rangel (PSDB) não devem interferir no trabalho como presidente da Câmara.

Jornal da Manhã: Como funcionou o processo de escolha para lançar o nome como candidato à presidência da Câmara?

Daniel Milla: A eleição para a Mesa Executiva é uma questão um pouco mais de afinidade, de trabalho e de política. Participamos [da eleição anterior] com o Mainardes e vamos discutindo e criando alternativas de trabalho com outros parlamentares, criando maior afinidade com eles. E assim me escolheram naturalmente como candidato. Foi uma discussão interna. Cada um dos membros do grupo foi explanando como gostaria que fosse a administração da Câmara. Porque hoje a presidência vale para uma administração interna, de administração dos recursos e aplica-los para que o parlamentar e o servidor tenha condições de fiscalizar o Poder Executivo. Sempre tive ideia para a Câmara de modernização. Durante as reuniões, sugeri uma ‘minirreforma’ na estrutura física e os vereadores acabaram gostando... com essas questões, me lançaram naturalmente como candidato.

 

JM: A Mesa Executiva ainda é composta por outros vereadores que já possuem experiência de administração. Durante a formação da chapa, foi pensada nessa possibilidade de colocar nomes que já conheciam o processo administrativo?

Milla: A Mesa será composta por pessoas com experiência, mas que mudaram as funções. Quando se muda o cargo, surgem ideias novas porque o posicionamento de cada um é diferente. O Mainardes, por exemplo, será o vice. É uma pessoa que tem três mandatos de presidente e que vai auxiliar muito o meu trabalho na presidência. Assim também com os demais cargos. Todos eles vêm com novas ideias para trabalhar.

 

JM: Assim que venceu a eleição à presidência, o senhor deu uma declaração de que já planejava realizar investimentos para informatizar os processos na Câmara. Qual o andamento deste processo? O vereador pensa em dar início às mudanças imediatamente?

Milla: Temos que analisar algumas questões burocráticas, mas farei com a maior agilidade. Hoje temos muitos gastos com a impressão. Cada projeto que é discutido, são levadas impressões para os parlamentares, que analisam e utilizam mais papel. Precisamos nos informatizar, utilizarmos computadores nas bancadas, colocar um sistema integrado entre os gabinetes e o administrativo e fazer votações online. Além de gerar a economia de papéis, na questão da sustentabilidade, temos uma agilidade no processo legislativo, porque automaticamente as votações vão para o [sistema] Legislador Online. Então o rito processual é muito mais rápido.

Hoje temos pedidos de horas extras porque é necessário que se digite toda a sessão, como atas, resultado de votações, colocar para o vereador assinar, ler todas as votações... isso gera gastos com horas extras. Fazendo a informatização, acabamos também com esta questão e geramos mais economia aos sofres do Legislativo.

 

JM: E existe mais alguma medida que, na sua opinião, deve ser realizada imediatamente por parte da administração da Câmara?

Milla: Existe. Temos também em discussão um projeto de ampliação da Câmara com a construção de um anexo. Ao longo de oito ou 10 anos, a cidade cresceu, tivemos concursos para a contratalção de servidores, motoristas, técnicos legislativos e ampliação de vereadores. Além disso, a população aumentou. Então aparecem mais pessoas na Casa para discutir projetos. Mas ainda temos uma estrutura de quarenta anos, que hoje não tem mais espaço suficiente para receber a população.

Hoje o orçamento para este projeto é de R$ 4,3 milhões. É um valor considerável, já que estamos enfrentando uma crise no país. Temos que ter zelo com o dinheiro público e há uma necessidade de controle de gastos. Então sugeri uma minirreforma. Os vereadores ficarão com seus gabinetes, mas precisamos trazer o administrativo para perto da Câmara – que hoje funciona junto com o financeiro e está afastado do corpo físico da Casa. É necessário que ele [administrativo] esteja junto à Câmara. Essa construção de um departamento administrativo e financeiro traz uma economia muito grande em relação ao anexo projetado anteriormente.

 

JM: E em que ponto está esta proposta para a pequena reforma?

Milla: Já estou conversando com engenheiros. Ano que vem existe uma previsão para que possa ser realizado o projeto e licitado. Além dele, faremos um controle de entrada e saída das pessoas para que a Câmara seja totalmente fechada. Precisamos identificar quem está dentro dela, a hora que entra, a hora que sai... Ter o controle detalhado dos trabalhos de todos os funcionários e transparência em relação às verbas públicas e os pagamentos.

Hoje, se formos analisar, a Câmara é exposta. Pessoas entram pela parte da frente e por trás, assim como a Prefeitura. Precisamos de um controle com catracas e identificação das pessoas para facilitar o trabalho de todo mundo. Tem a questão da segurança também. Um exemplo: recentemente recebemos crianças de sete, oito e 10 anos e não temos o menor controle de quem está do lado delas assistindo a sessão. Essas reformas são necessárias para evitar problemas em relação à segurança de quem trabalha e de quem visita.

 

JM: Sabemos que o vereador é da base do governo municipal. Como ficará essa relação com o prefeito Marcelo Rangel agora que chegou à presidência da Câmara?

Milla: Temos que interpretar da seguinte maneira: sou vereador da base, mas presidente dos 23 vereadores. Tenho que atuar como um magistrado, não posso pender para partido político ou posicionamento. Tenho que ser o presidente da Câmara e da população. Em relação aos projetos e a relação com o Poder Executivo, serei independente como presidente. Mas é preciso ser feita uma relação harmoniosa, não podemos fechar as portas e criar um atrito para que prejudique a população. Mas terei postura de um magistrado, que pauta a ordem do dia e coloca em discussão para todos os vereadores. O meu voto como vereador é uma situação totalmente diferente em relação à posição como presidente.

 

JM: A Câmara votará em breve uma proposta de redução do número de vereadores. Como presidente da Mesa, qual será o trabalho realizado para garantir a discussão deste projeto.

Milla: O projeto será pautado com muita transparência e debatido no tempo necessário. Não permitirei que façam uma espécie de ‘trampolim político’ com o projeto. É preciso uma discussão técnica e em contato com a população. Um ou outro vereador tentou levar a proposta para esse lado recentemente, o que não concordo. Nossa opinião é de que precisamos falar com a população sobre a necessidade de ser os representantes. É a população quem vai decidir, através da relação com os vereadores. De minha parte, terá total transparência, com o apoio de entidades e da população.

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