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A concessão e a realidade das estradas de Ponta Grossa

Imagem ilustrativa da imagem A concessão e a realidade das estradas de Ponta Grossa

A decisão da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), em pedir ao Ministério Público Federal (MPF), uma apuração rigorosa sobre o montante arrecadado pelas concessionárias, neste novo momento do pedágio, no Paraná, sinaliza que a realização de obras essenciais para promover o desenvolvimento das cidades e principalmente garantir a segurança dos usuários, ainda não é a ideal. 

Em entrevista ao Portal aRede, Rafael Issa Rickli, coordenador Regional Campos Gerais Centro Oriental da Fiep, conta que o Município de Ponta Grossa está localizada justamente na confluência de algumas das rodovias mais estratégicas do Paraná e do Brasil: BR-376, BR-373, PR-151 e PRC-373. Esses corredores logísticos sustentam a indústria, o agronegócio, o comércio e o transporte de cargas e de passageiros em toda a região dos Campos Gerais.

No entanto, ele afirma que a realidade vivida hoje, pelos motoristas que passam por esses trechos, está distante da importância econômica que eles representam. São buracos, remendos sucessivos, erosões nas margens, alças de acesso comprometidas e trechos com segurança reduzida, têm se tornado rotina. O usuário paga pela segurança e pela qualidade, e não para desviar de crateras ou arcar com prejuízos mecânicos”.

Recentemente, a Prefeitura de Ponta Grossa notificou oficialmente a concessionária CCR PRVias sobre problemas verificados na BR-376 ao longo do trecho que cruza o Município. A medida cobrou melhorias para quem trafega especialmente pela região entre o Trevo Vendrami (km 498) e o Distrito Industrial. Por consequência, este posicionamento de reivindicação quer garantir a segurança dos milhares de motoristas que utilizam o trecho diariamente.

Neste cenário de cobranças, a Polícia Rodoviária Federal (PRF), destacou que de 1° de novembro de 2024 a 25 de novembro de 2025, foram constatados 191 acidentes na BR-277, na região de Balsa Nova e Campo Largo, trecho administrado pela delegacia de Ponta Grossa. Do total de acidentes, 181 pessoas ficaram feridas e 11 morreram. Já no trecho da BR-376 entre Ponta Grossa e Balsa Nova, ocorreram 184 acidentes, com 195 feridos e 14 mortes. Enquanto na BR-373, entre Ponta Grossa e Guamiranga, aconteceram 190 acidentes, com 199 vítimas e 28 pessoas mortas.

O importante é assegurar que a infraestrutura rodoviária de Ponta Grossa não somente suporte, mas impulsione o desenvolvimento da cidade, com obras que sejam executadas com o máximo de eficiência, segurança e o menor transtorno possível para os cidadãos. Neste contexto, a Secretaria de Infraestrutura e Planejamento reitera e intensifica a cobrança para que a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT) eleve substancialmente seu padrão de atuação e fiscalização.

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