PUBLICIDADE

Natal e Ano Novo: 6 dicas para não começar 2023 no vermelho

Especialista em finanças traz dicas para aproveitar as tradições da época sem se endividar ou comprometer ainda mais a renda mensal

É preciso definir um teto de gastos e não fazer compras por impulso
É preciso definir um teto de gastos e não fazer compras por impulso -

Da Redação

@Siga-me
Google Notícias facebook twitter twitter telegram whatsapp email

As comemorações de fim de ano estão aí, e nada é melhor do que celebrar junto com a família e os amigos. Mas o cenário econômico pede atenção: o total de lares brasileiros com dívidas chegou a 79,3% em setembro, segundo os dados mais recentes da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Além disso, o volume de consumidores que atrasaram o pagamento de dívidas atingiu 30%, o maior desde o início da pesquisa, em 2010. Nesta época do ano, é comum que os brasileiros se “enforquem” ainda mais, cedendo às tradições.

Para Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal online, são muitos fatores que podem tirar o orçamento da rota. “O final deste ano foi marcado por muitos eventos, como a Black Friday e a Copa do Mundo. Na sequência, dezembro bateu na porta com amigos secretos, confraternizações, viagens em família, compra de presentes, ceias de Natal e Ano Novo. Se não houver planejamento e cuidado, uma pessoa pode, sem perceber, iniciar 2023 com dívidas que vão comprometer a renda por meses”, observa.

Thaíne garante que ainda é possível adotar alguns cuidados para não se endividar com as festas de final de ano e ainda viajar, presentear e fazer um melhor uso da renda desse período. Confira:

Defina um “teto de gastos” para as festas de final de ano

Em vez de sair comprando decorações natalinas, presentes para a família e tendo outros gastos não planejados, faça diferente. Depois de colocar no papel todas as suas dívidas e gastos previstos, você terá uma noção maior do que sobra para o final de ano. Estabeleça um limite de quanto poderá gastar e assuma esse compromisso consigo mesmo.

“Podemos fazer uma ceia mais cara ou mais barata. Podemos presentear 5 ou 10 pessoas. Podemos viajar dentro do próprio estado ou para outro país. Podemos aceitar todos os convites para confraternizações ou selecionar apenas os que fazem mais sentido. O que deve definir essas escolhas é a nossa capacidade econômica no momento. É importante estabelecer esse teto e respeitá-lo. Isso tornará os primeiros meses de 2022 muito mais tranquilos”, garante a especialista.

Use jogo de cintura para organizar a ceia

“Todo mundo quer economizar. Então qualquer ideia que reduza os gastos das festas de final de ano será bem-vinda por todos. Dá para alcançar uma boa economia substituindo alguns itens do cardápio, já que produtos tradicionais são muito caros nessa época, e fazendo combinados com familiares e amigos”, sugere Thaíne. 

A velha prática do “cada um traz um prato e o que vai beber” continua sendo um bom caminho para diminuir o custo da ceia e evitar desperdício. A mesma filosofia serve para os presentes. Em famílias grandes, principalmente, propor um amigo secreto (e um pacto de que ninguém compra nada além do que vai dar ao seu amigo) faz com que cada pessoa gaste com apenas um item e todo mundo seja presenteado.

Faça lista de presentes e não compre por impulso

O espírito festivo faz as pessoas se animarem mais na hora de comprar. Thaíne alerta que o momento exige atenção redobrada, pois o apelo comercial também é mais forte. “É importante delimitar quais pessoas você realmente precisa ou quer presentear, porque na hora de buscar os presentes, seja em lojas físicas ou na internet, a tentação de levar mais do que o necessário é grande. Em muitos casos, uma lembrança simples, como biscoitos decorados de Natal, é suficiente. Atenha-se à lista e pesquise bem antes de decidir onde comprar, pois há muita diferença de preço entre as lojas”, continua a especialista.

Evite novos parcelamentos

A taxa média de juros anuais do cartão de crédito no Brasil é de 300%, mas ela pode alcançar um percentual de mais de 800% em alguns casos. “Se você já tem uma parte de sua renda comprometida com dívidas anteriores, a pior coisa que pode fazer é assumir novas parcelas. Além de se ater ao teto que estipulou para as festas de final de ano, prefira pagamentos à vista e evite a todo custo usar o cheque especial e o crédito rotativo do cartão. Os juros são muito altos e podem fazê-lo perder o controle sem que nem perceba”, alerta a executiva. 


Planeje a viagem da família de forma consciente

O ideal é planejar a viagem de férias com antecedência e ir pagando aos poucos, para não pesar no orçamento. Se você não fez isso, considere a possibilidade de viajar em baixa temporada, se isso for uma opção. “Caso a família só tenha as férias escolares para viajar, ainda assim é possível encontrar destinos mais em conta, compatíveis com a verba que se tem para gastar. Outra saída é abrir mão de viajar no fim do ano e começar agora a organizar a viagem para as férias de julho, pois as chances de encontrar bons pacotes e preços mais em conta são maiores”, afirma Thaíne.

Avalie a conveniência de renegociar as dívidas

Em alguns casos, pode ser interessante transformar todas as dívidas em uma só, com uma parcela que seja “saudável” para a renda da família. “Hoje, as facilidades para renegociar dívidas são maiores e os juros certamente serão muito menores do que aqueles trazidos pelo cheque especial e pelo cartão de crédito. O mercado tem interesse nisso, para diminuir a inadimplência e ter crédito rodando e estimulando a economia. Se uma família tem dívidas diversas, com credores diferentes, pode ser conveniente unificá-las junto a um credor único, com uma parcela que não comprometa uma parte tão grande do orçamento mensal. Mas isso deve ser feito como uma forma de quitar as dívidas com mais tranquilidade e não como um meio de fazer sobrar renda para novas dívidas”, enfatiza a especialista.

As informações são da assessoria de imprensa

PUBLICIDADE

Conteúdo de marca

Quero divulgar right

PUBLICIDADE