Vamos Ler encerra ano e destaca potencial do jornal na educação

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01 de dezembro de 2016 14:52

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O Programa Vamos Ler – Mídias na Educação, realizado pelo Jornal da Manhã com o apoio das Secretarias Municipais e Núcleos Regionais de Educação e da iniciativa privada, finaliza o nono ano de atividades contabilizando bons resultado com o uso de jornal e outras mídias em sala de aula. “Através desse programa, os alunos puderam conhecer diversas notícias de nossa região, trabalhar em grupo, que é importante para a interação, discutir sobre diferentes publicações respeitando a opinião do próximo. O Vamos Ler também levou a professora a buscar mais conhecimento e aprendizado, oportunizando a ela desenvolver um trabalho multidisciplinar”, comenta a pedagoga da Escola Municipal Santa Terezinha, de Imbituva, Arilde Ines Filipack.

Em 2016, 46 instituições de ensino públicas em quatro municípios da região dos Campos Gerais (Ponta Grossa, Carambeí, Imbituva e Ipiranga) foram atendidas. Mais de cem professores utilizaram mídia em sala de aula, beneficiando mais de 1.300 alunos do 5º ano do ensino fundamental ao 3º do ensino médio.

Por meio das notícias publicadas pelo Jornal da Manhã, muitos assuntos importantes foram incluídos nas atividades pedagógicas, como as doenças transmitidas pelo mosquito Aedes Aegypti. “Fizemos uma pesquisa e verificamos que no primeiro semestre de 2016 foi bem maior o número de casos registrados em relação ao mesmo período de 2015. Então, buscamos várias informações a respeito da dengue, da chikungunya e da zika, quais são os sintomas, qual é o tratamento, quais os cuidados que devemos ter para não sermos contaminados e quais são as dificuldades encontradas para conter o mosquito transmissor”, conta a professora Sirlei Kovalski, que realizou um trabalho de conscientização envolvendo os alunos do 5º ano da Escola Municipal Santa Terezinha, de Imbituva. O trabalho resultou na criação dos “Agentes Mirins Contra a Dengue”.

Outro assunto bastante discutido foi o impeachment da presidente da república, situação inédita para as crianças e os adolescentes que participaram do programa. Além disso, as eleições municipais inspiraram muitos trabalhos acerca da administração pública. Várias eleições foram simuladas em sala de aula, onde os alunos puderam se colocar na posição dos políticos e fazer propostas para a cidade e o bairro. “Abordamos a necessidade do voto consciente e da não aceitação de promessas de campanha que jamais serão cumpridas”, comenta a professora a Maria Giséli Goba Coutinho, que debateu com os alunos do 5º ano ‘A’ da Escola Municipal Prefeito Engenheiro Cyro Martins, em Ponta Grossa, sobre o atual cenário político do Brasil.

A gripe H1N1, que voltou a preocupar a população este ano, e a violência no trânsito, com tantos acidentes fatais divulgados pelo jornal, também foram pauta de muitas aulas.

“Estamos vivenciando uma sociedade digital. As novas mídias já fazem parte da formação social dos indivíduos e entram na escola por intermédio dos alunos. Desta forma, cabe ao professor estar preparado para interagir com esses novos meios de comunicação e proporcionar um ensino conectado com a formação digital dos estudantes”, acredita a coordenadora do Programa, Talita Moretto, que é mestre em educação e tecnologias digitais.

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