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Pecuarista acusado de matar professora é julgado em PG

Mauro Janene Costa é réu no processo que apura a morte de Maria Estela Pacheco, ocorrida em Londrina em 2000

Mauro Janene negou envolvimento no crime na chegada ao Fórum
Mauro Janene negou envolvimento no crime na chegada ao Fórum -

Da Redação

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Mauro Janene Costa é réu no processo que apura a morte de Maria Estela Pacheco, ocorrida em Londrina em 2000

Quase 18 anos depois, acontece nesta quinta-feira (22) o julgamento do pecuarista Mauro Janene Costa, acusado de envolvimento na morte da professora e jornalista Maria Estela Pacheco. O caso aconteceu em 2000 na cidade de Londrina e, desde então, o julgamento já foi adiado pelo menos sete vezes. O júri popular acontece no Tribunal do Júri do Fórum de Ponta Grossa, após pedido de desaforamento da comarca de Londrina por parte da defesa.

O réu compareceu ao Tribunal e, abordado pela imprensa, apenas negou ter matado a professora e disse que sua advogada, Gabriela Roberta Silva, falaria com os jornalistas após o fim do júri. A professora foi encontrada sem vida pelo porteiro do prédio em que Janene morava e, a princípio, a perícia descartou suicídio. “Foi feita a exumação do corpo e os médicos disseram que ela morreu pelo menos uma hora antes de ‘cair’ do prédio”, afirma Laila Pacheco Menechino, filha de Estela.

Ela lembra que entre 2001 e 2005, foram pelo menos sete audiências sobre o caso adiadas, e o júri que acontece nesta quinta-feira é o 8º – os outros sete vinham sendo adiados a pedido da defesa desde 2011. “Eles pediram o desaforamento alegando que o movimento da família da vítima, com as camisetas e as campanhas nas redes sociais, poderia oferecer risco à vítima e influenciar os jurados”, explica Laila, sobre a vinda do julgamento para Ponta Grossa.

O júri é presidido por Luiz Carlos Fortes Bittencourt e começou por volta das 9h. Logo no início, a advogada de defesa tentou pedir a nulidade do julgamento por causa da ausência de muitas testemunhas – quando elas não moram na comarca onde o júri é realizado, não são obrigadas a comparecer. O juiz, no entanto, indeferiu o pedido e o julgamento acontece normalmente. Ainda não há previsão para o término e representantes da defesa não foram encontrados para se manifestar sobre o caso. Apenas Janene, quando questionado sobre o caso em sua chegada ao Fórum, negou ser culpado pela morte de Estela e não quis mais falar com a imprensa.

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