Comércio de PG acumula alta nos últimos 3 meses

Ponta Grossa

14 de novembro de 2017 21:30

Fernando Rogala

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O mês de setembro foi um dos mais positivos para os comerciantes ponta-grossenses. Na comparação com o mesmo mês no ano passado, houve um crescimento real, ou seja, acima da inflação acumulada no período, de 4,63%. A evolução foi, inclusive, superior à média estadual nesta comparação mensal, cuja alta foi de 4,25%. As informações foram reveladas nesta terça-feira, pela Pesquisa Conjuntural do Comércio, realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Turismo e Serviços do Paraná – a Fecomércio.

Uma das justificativas para este incremento foi o pagamento da primeira parcela do 13º salário aos aposentados e pensionistas do INSS. Nos Campos Gerais, neste ano, foram injetados R$ 160 milhões entre a última semana de agosto e o início de setembro, valor quase 25% superior ao registrado em 2016 (R$ 134 milhões), pelo aumento no número de beneficiários. José Loureiro, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Ponta Grossa e Região (Sindilojas PG) atribui a alta, acima da média estadual, além do ‘décimo’, ao crescimento de empregados na cidade. “O pagamento do décimo é um dos motivos que ajuda, mas acredito que essas empresas investindo em Ponta Grossa, gerando emprego, estão refletindo no comércio, e isso ajuda os resultados”, justifica.

Entre os 12 setores do comércio avaliados pela pesquisa em Ponta Grossa, sete apresentaram acréscimo em relação a 2016 e cinco uma retração. Os três setores que registraram os melhores resultados foram os de calçados, lojas de departamentos e autopeças, ambos com um crescimento superior a 20%. A lojista Flávia Barrichello, que atua no setor de calçados, porém, afirmou não observar um resultado tão positivo. Segundo ela, houve, de fato, um incremento, mas sem alta ‘real’. “Meu setembro, em relação ao ano passado, cresceu apenas a inflação”, resume.

Outros setores que foram positivos, na comparação com setembro de 2016, foram livraria e papelaria, concessionárias de veículos (ambos com alta de 9%), supermercados, e materiais de construção. Por outro lado, a houve baixa nas lojas de móveis, decoração e utilidades domésticas, farmácias, vestuário e tecidos, combustíveis, e óticas.

Os resultados dos últimos três meses, de altas reais nas comparações mensais, deverão ser mantidas, acredita José Loureiro, o que viabilizarão que as vendas, ao fechar 2017, terminem com um crescimento na comparação com o acumulado de 2016. “Não foi um ano com tanta baixa, acredito que houve um resultado mais positivo a partir da metade do ano, então acho que supera as do ano passado”, conclui. 


Ponta Grossa segue com vendas em baixa no acumulado do ano

O resultado, porém, ainda não foi suficiente para positivar as vendas no acumulado do ano. Entre janeiro e setembro, a média de vendas está 1,04% inferior ao registrado nos mesmos nove meses em 2016. No Estado do Paraná, também há queda na comparação dos três trimestres, porém essa queda é um pouco menor agora, na casa 0,26%. No Paraná, as vendas do terceiro trimestre cresceram, em média 3,32%, ao mês. Os três meses de altas consecutivas (3,75% em julho, 1,96% em agosto e 4,25% em setembro) contribuíram para compensar as perdas de faturamento dos dois primeiros trimestres, fazendo com que o resultado do acumulado do ano permanecesse praticamente estável em relação a 2016.

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