Professor de PG sobrevive a queda na 'Mariquinha'

Ponta Grossa

17 de fevereiro de 2017 15:28

Afonso Verner

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Cachoeira tem quase 30 metros de altura e é um dos principais pontos turísticos de PG/Imagem: Arquivo JM
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Rodrigo Guidini caiu do topo da cachoeira da Mariquinha e escapou praticamente ileso. Professor fez relato impressionante nas redes sociais

 Algumas pessoas já viveram experiências que as levaram ao extremo entre vida e morte, fosse em um acidente de trânsito ou uma queda, algumas situações ilustram como a vida pode ser interrompida num piscar de olhos. Rodrigo Guidini, professor da Rede Estadual de educação em Ponta Grossa, fez um relato nas redes sociais e que conta, detalhadamente, como caiu do topo da cachoeira da Mariquinha e sobreviveu a uma queda que tinha tudo para ser mortal.

O local, palco para a situação ‘extrema’ da vida de Rodrigo, é um dos principais pontos turísticos de Ponta Grossa. A queda de Rodrigo aconteceu no dia 7 de fevereiro e o rapaz escapou praticamente ileso. “Essa situação me trouxe um misto de sensações, primeiro o sentimento de alegria de estar vivo, depois a vergonha da queda, além da dor e da tristeza”, conta o professor.

A queda de Rodrigo aconteceu do topo da cachoeira, a cerca de 30 metros de distância do chão. O rapaz havia subido até o local e acabou se desequilibrando – Rodrigo chegou a ser arrastado pela água, no topo, antes da queda livre. “Eu subi com cuidado, mas cometi um erro bobo, um erro de cálculo, quando me dei conta já era tarde e eu já estava na água, a queda durou menos de três segundos, foi algo muito rápido”, afirmou o professor.

Rodrigo caiu da cachoeira por volta das 16h do dia 7 de fevereiro – quedas do tipo costumam ser fatais – e logo após o susto foi socorrido por outras pessoas que estavam no local. “Acho que todos nós pensamos na morte. Eu ando de moto, viajo, então sempre tem um risco de um caminhão me atropelar e outras coisas. Tenho pensado com certa frequência que não vou viver por muitos anos”, confessou Rodrigo no relato feito nas redes sociais.

Ao lembrar o momento da queda, o professor também falou sobre a sensação em saber o risco da situação. “Dois pensamentos passaram pela minha cabeça quando deslizei e caí. No deslizar de alguns metros foi mais ou menos assim “não acredito, não”; e quando eu fui lançado do topo, meu pensamento foi “droga, então é assim que eu vou morrer, e hoje”. Só depois eu fui entender que eu caí completamente desesperançado. Juro, foi um pensamento racional de que não havia o que fazer, com sorte no máximo não sentiria muita dor”, relatou.

Rodrigo escapou praticamente ileso Mesmo após o impacto e violência da queda – o professor mede 1,85 e pesa cerca de 95 quilos. “A sensação da queda foi muito hostil, cai em um lugar em que a profundidade não passa de um metro, fiquei com areia espalhada por todo o corpo e senti muita dor na parte esquerda, na região da minha costela e nas costas”, confidencia o rapaz.

Socorrido por pessoas que estavam no local, Rodrigo conseguiu se levantar sozinho. Mesmo tonto e ainda atordoado com a situação, o professor encontrou amigos que estavam na cachoeira e o levaram de carro para o hospital – Rodrigo havia ido até à Mariquinha de moto. Após levantar, Rodrigo chegou a repetir, por diversas vezes, que iria morrer, como se não acreditasse que estivesse vivo.

Check up no hospital e alívio

Recebendo a ajuda de amigos, Rodrigo saiu da cachoeira e foi direto para a Santa Casa de Misericórdia. Ainda no trajeto, o professor chegou a pensar e estipular o tamanho da queda e as consequências – mais tarde Rodrigo ainda procurou uma professora de física para saber sobre o impacto provocado na queda. Já na unidade hospital, o rapaz foi atendido e os profissionais chegaram a duvidar da versão apresentada por ele.

Após passar por uma série de exames, como um raio-x e uma tomografia, Rodrigo teve que ficar em observação por mais de duas horas. O professor só foi ter alta por volta das 22h daquele dia e ao deixar o hospital, com fome, foi até uma lanchonete comemorar a “segunda chance” ao lado dos amigos.

“O tempo todo cada um de nós relembrava a sorte que eu tive, como eu estava no lucro. Eu dizia que mesmo se tivesse quebrado algo estaria no lucro. Já estava fazendo isso desde o acidente. Mas agora com mais tranquilidade tentava entender o que havia acontecido, juntar informações, avaliar. Também fiquei pensando naquelas pessoas que estavam lá na cachoeira, do susto que levaram”, contou o rapaz.

Encontro inesperado

No dia seguinte, a principal pessoa que a atendeu Rodrigo após a queda colocou o anúncio em uma comunidade de compras de Ponta Grossa perguntando sobre o rapaz “que havia caído da Mariquinha”. Dessa forma, Rodrigo conseguiu entrar em contato com a pessoa responsável pelo socorro.

“O Evandro, a pessoa que me socorreu, é funcionário de um supermercado da cidade e foi o primeiro a falar comigo depois da queda. Ele tem curso de socorrista, então depois ele me falou sobre uma série de detalhes para verificar que tudo estava bem”, contou Rodrigo.

Nova data de aniversário

Após a experiência chocante, Rodrigo acredita que deve comemorar o aniversário em uma nova data. “Agora eu devo comemorar mais um aniversário, sempre no dia 7 de fevereiro. Sei que foi apenas uma improvável combinação de acasos que me salvou. Ruim para quem não gosta de mim. E um aprendizado, dos maiores que já tive. Não foi dessa vez”, afirmou.

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