Taxistas preparam ações para tentar barrar Uber

Ponta Grossa

11 de janeiro de 2017 14:56

Afonso Verner

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Menom afirma que concorrência do Uber é desleal/Imagem: DANILO WIEDERMANN
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Sindicato dos Taxistas autônomos de Ponta Grossa busca apoio do prefeito Marcelo Rangel (PPS) e de vereadores para barrar o serviço

Com a instalação da empresa Uber em Ponta Grossa tomando forma e com expectativa para acontecer ainda em fevereiro, o Sindicato dos Taxistas Autônomos de Ponta Grossa reagiu e promete ações para barrar o serviço. De acordo com o vice-presidente do Sindicato, José Carlos Menon, os taxistas pretendem se reunir com o prefeito Marcelo Rangel (PPS) nos próximos dias para consulta-lo sobre a situação e, além disso, já buscam apoio de um promotor de Justiça do município na tentativa de brecar a chegada do serviço ao município.

Segundo Menon, a concorrência do Uber é desleal do ponto de vista financeiro. Taxista há mais de 30 anos, Menon lembra que os profissionais do setor tem que passar por diversos cursos, além dos pagamentos de impostos e taxas cobrados pela Prefeitura e pela Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT). “Enquanto isso o motorista da Uber só paga pelo aplicativo e roda tranquilamente pela cidade”, criticou Menon.

Caso o prefeito não atenda a demanda dos taxistas, Menon acredita que o próximo passo seja tentar um mandado de segurança na Justiça para barrar o serviço e depois pressionar os vereadores para uma lei que barre a atividade. “O Uber é ilegal, acaba com o mercado de trabalho, temos mais de 500 pessoas que vivem do táxi em Ponta Grossa e caso o serviço chegue, boa parte delas não vai ter mais sustento”, dispara o vice-presidente.

Qualificação

Menon defende que no caso dos taxistas, o cliente tem a disposição profissionais qualificados e, caso não aprove o serviço, tem também para quem reclamar. No caso da Uber, aponta Menon, se o cliente não gostar no serviço não há para quem reclamar. “Além disso, a maior parte do dinheiro arrecadado com o aplicativo da Uber vai para os Estados Unidos, não fica no Brasil”, criticou.

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