Pauliki pede ações práticas para setor carcerário

Ponta Grossa

10 de janeiro de 2017 13:16

Afonso Verner

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Deputado criticou discussões baseadas em falas como “bandido bom é bandido morto” e pediu ações práticas para o setor

O deputado estadual Marcio Pauliki (PDT) se posicionou sobre a crise carcerária nacional e voltou a cobrar melhorias para o setor prisional em Ponta Grossa. Em um vídeo divulgado nas redes sociais, Pauliki afirma que está atento as questões emergenciais da sociedade e ressaltou a necessidade de melhorias no sistema prisional da cidade. Ao lado do também deputado Plauro Miró (DEM), Pauliki conquistou no ano passado um repasse de R$ 300 mil para avanços na Cadeia Pública Hildebrando de Souza e na Penitenciária Estadual de Ponta Grossa (PEPG).

Ao ressaltar a falta de vagas no sistema prisional de Ponta Grossa, o deputado afirmou que muitas vezes os órgãos de segurança deixam de agir diante da impossibilidade do sistema receber novos detentos. “Quantas pessoas estão livres por falta de vagas no sistema prisional? Muitas vezes quem está preso e inseguro é o cidadão de bem”, comentou o deputado no vídeo.

Pauliki reforçou a necessidade, a curto prazo, da construção da Casa de Custódia em Ponta Grossa. O deputado já se reuniu com lideranças no Governo do Estado e a ideia é que a proposta financeira seja um pouco maior para que alguma construtora se interesse pela obra – a licitação para construir a Casa de Custódia já foi realizada duas vezes e em ambas nenhuma empresa se interessou em participar do certame.

Pauliki também lembrou que o perfil de 70% da população carcerária do Paraná mostra que os detentos devem ser “reinseridos na sociedade”. “A grande maioria das pessoas presas no Estado são jovens que acabaram atrás das grades por serem flagrados com pequenas quantidades de drogas. Quer você queira ou não, essas pessoas voltarão ao convívio social”, afirmou o parlamentar.

Pauliki aposta no “canteiro virtual”

O deputado também aposta na instalação do chamado “canteiro virtual” para desafogar o sistema carcerário de Ponta Grossa. O projeto, encabeçado pelo deputado junto ao Governo do Estado, quer que detentos que já usam tornozeleira eletrônica e tem emprego fixo possam dormir em casa, fora das unidades prisionais, abrindo vagas no sistema fechado. “Quero que a nossa região e o Paraná sejam um modelo desse projeto para todo o Brasil”, contou Marcio.

“Dizer que bandido bom é bandido morto é fazer média com a sociedade”, critica

No vídeo divulgado nas redes sociais, Marcio também criticou os discursos “vazios de que bandido bom é bandido morto”. Para o deputado, é necessária uma discussão direta sobre o assunto. “Ficar repetindo esse tipo de senso comum é só para fazer média com a sociedade”, alfinetou Pauliki.

Chacinas no norte do País

Pauliki voltou a chamar a atenção para o debate sobre o sistema carcerário após as chacinas registradas em Manaus e Roraima, norte do país. Ao todo mais de 100 presos foram assassinados dentro das cadeias em uma disputa por controle entre facções criminosas. O fato também ligou o alerta das autoridades penitenciárias do Paraná – ao menos o Primeiro Comando da Capital (PPC) tem forte presença nos presídios paranaenses. 

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