Produção de soja deve crescer na região e trazer mais rentabilidade

Produtores rurais dos Campos Gerais já iniciam o plantio de soja para a safra 2018/2019. Já com a projeção de haver a maior área ocupada da história com esse cultivo na região, com 575,7 mil hectares, também há a expectativa de que haja a maior colheita da história desse grão. O que deixa os produtores rurais mais otimistas, contudo é o preço do grão: na comparação com o ano passado, está 40% mais caro, o que ampliará o rendimento aos agricultores. Se na safra passada o valor da saca de 60 kg chegou na casa dos R$ 58, neste ano já supera os R$ 80, chegando a R$ 82, em média, no início do mês em Ponta Grossa.

De acordo com informações reveladas pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado de Agricultura e Abastecimento, a guerra comercial entre a China e os Estados Unidos é um dos principais fatores de influência nos preços; a alta do dólar também impacta nessa conta. Em todo o Paraná, a estimativa de produção é de 19,6 milhões de toneladas, um aumento de 2% com relação ao mesmo período do ano passado. A área plantada deverá ser de 5,4 milhões de hectares. Aproximadamente 15% da produção está comercializada, número que atende à média dos últimos três anos. 

No momento, a soja paranaense está com o plantio adiantado, com cerca de 18% da área semeada. No mesmo período do ano passado, a seca havia prejudicado esse índice, que atingiu somente 2%. Os produtores estão plantando mais cedo com a intenção de adiantar também o plantio do milho na segunda safra, e assim escapar das geadas nos meses seguintes. “Se o clima colaborar, teremos o desenvolvimento normal do plantio até o final do ano”, disse o chefe do Deral, Marcelo Garrido.

E não é apenas a soja que registra bons preços aos produtores. O milho também está com valor mais alto, com percentual de valorização ainda maior que o da soja, superior a 50%. No começo do mês em Ponta Grossa, era vendido a R$ 34, valor 70% maior que no mesmo período do ano passado, quando o preço pago foi de R$ 20,00, em média. Até em função disso, a área teve uma variação positiva de 6% na comparação com a safra anterior no Paraná, passando de 331 mil hectares para 352 mil hectares, segundo o técnico do Deral responsável pela cultura, Edmar Gervásio. Nos Campos Gerais, essa evolução foi de quase 16%, de 57,2 mil hectares para 66 mil hectares. 

Para o trigo, principal cultivo de inverno na região, a estimativa é de que sejam produzidas 2,9 milhões de toneladas. Por causa da seca, o trigo teve 15% de redução na produção em relação a expectativa inicial.


Área plantada de feijão tem queda de 20% na região 

No fim do mês de setembro, o Paraná tinha 55 % da área já plantada de feijão. Cerca de 95% da safra está em boas condições, e outros 5% registram condições medianas. A área dessa cultura reduziu 13% no período, e a expectativa de produção é de 334 mil toneladas. O preço recebido do feijão tipo cores subiu cerca de 10% entre os meses de agosto e setembro e chegou a R$ 95,06 a saca de 60 kgs. O feijão preto foi cotado a R$ 116 a saca e teve aumento de 4% no valor recebido pelo produtor, segundo o engenheiro agrônomo do Deral, Carlos Alberto Salvador. 

Em Ponta Grossa, no início de outubro, esses preços médios eram de R$ 110 e R$ 120, respectivamente. Ainda assim, uma quantidade menor de produtores rurais optaram pelo feijão nessa primeira safra, ou ‘feijão das águas’: baixa de 20% na área plantada de 49,1 mil hectares para 34,5 mil hectares.

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