Mulheres representam 32% da força de trabalho da indústria

Números são referentes ao Estado do Paraná. Proporcionalmente, setor de confecções e artigos do vestuário é o que mais emprega mão de obra feminina


Dos mais de 609 mil trabalhadores da indústria de transformação do Paraná, 32% são mulheres. Apesar de minoria frente aos homens, em alguns segmentos elas dominam a atividade, além de terem maior nível de escolaridade. Os dados fazem parte de estudo da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), com base nos dados de 2017 da pesquisa RAIS, da Secretaria Especial da Previdência e Trabalho, do Ministério da Economia.

O segmento que mais emprega mão de obra feminina é o de confecções e artigos do vestuário, com 75% da força de trabalho. Homens são apenas 25% dos empregados. Uma explicação é que, geralmente, este segmento necessita de mais habilidade manual e cuidado nos detalhes e no acabamento porque parte da produção não é realizada por máquinas. E essa pode ser uma vantagem competitiva para elas na hora de ingressarem na atividade industrial.

Outro setor relevante é o de fabricação de produtos farmoquímicos, com 57% de mulheres empregadas, contra 43% de trabalhadores do sexo masculino. Outras duas áreas têm importante participação delas, fabricação de produtos diversos, onde respondem por 46% das vagas, e de produtos têxteis, 45%.

Em números absolutos, o setor de alimentos é o maior para as mulheres, com 69 mil empregadas. Seguido por confecções e artigos do vestuário, com 41 mil, e de fabricação de móveis, com 9 mil.

Com relação à escolaridade, 70% das trabalhadoras têm ensino médio completo e 15% são graduadas. Já entre os homens, o número é parecido quando se refere ao ensino médio, mesmos 70%, mas menor, 13%, com ensino superior completo. O cenário é parecido quando se avalia a procura por cursos de graduação e pós-graduação nas Faculdades da Indústria (IEL e Senai).

O público feminino é maior na graduação a distância, 56%, e na graduação presencial do IEL, 54% do total de alunos. Nos demais cursos técnicos, ainda predominam os homens. Mesmo assim, mais de 2,5 mil mulheres matricularam-se em cursos técnicos do Senai em 2018, principalmente nas áreas de gestão e segurança do trabalho.

“Os números apontam que as mulheres buscam mais qualificação e estão dispostas a estudar mais para se aperfeiçoar e ter estabilidade na profissão”, avalia o economista da Fiep, Evânio Felippe. Isso se reflete na maturidade delas no trabalho, já que 54% das trabalhadoras têm entre 30 e 49 anos e 18% estão entre 5 a 10 anos no mesmo emprego. “O resultado é uma rotatividade menor no setor e uma tendência de que elas buscam qualificação para evoluírem na carreira dentro da própria empresa em que já atuam”, completa Felippe.

Empoderamento das Mulheres – Trabalho e Valorização

O Sistema Fiep, por meio do Sesi no Paraná, lançou há dois anos em parceria com a ONU Mulheres a plataforma Empoderamento das Mulheres – Trabalho e Valorização, com relatórios dinâmicos de indicadores sobre a situação das mulheres no Brasil, além de documentos de referência e boas práticas empresariais que servem como exemplo para o alcance da igualdade entre os gêneros. O rol de indicadores engloba seis categorias: demografia, trabalho, saúde, serviços essenciais e moradia e violência. Organizações e pesquisadores podem acessar dados específicos por estado e município, acompanhar mudanças e comparar indicadores que são atualizados em tempo real, de acordo com os dados oficiais. Acesse a plataforma, analise os dados do seu município, compare-o com os de outros do estado e do país: http://relatoriosdinamicos.com.br/mulheres/.


As informações são da assessoria de imprensa

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