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Rangel quer fazer de PG protagonista política no Paraná

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08 de setembro de 2017 17:35

Afonso Verner

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/Imagem: Cristiano Barbosa
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Marcelo Rangel (PPS) colocou o nome na história política de Ponta Grossa ao conseguir ser o segundo prefeito reeleito – antes do radialista, apenas Pedro Wosgrau Filho (PSDB) conseguiu se reeleger em 2008, além do mandato que teve nos anos 1990. Ao ser reeleito em 2016, Rangel conquistou a maior vantagem já registrada em um segundo turno na cidade (as disputas sempre foram marcadas por pequenas margens de diferença) e agora em 2018 quer dar um passo maior: ultrapassar as barreiras do Rio Tibagi e discutir o futuro do Governo do Estado.

Ao lado do prefeito de Guarapuava, César Silvestri, Marcelo Rangel é um dos pré-candidatos do PPS para a disputa pelo Palácio do Iguaçu em 2018. Acumulando a experiência de dois mandatos como deputado estadual na Assembleia Legislativa, Rangel considera que a reeleição em 2016 o credencia para “dar protagonismo a cidade no debate estadual da política”.

Além do desafio político e pessoal em viabilizar uma candidatura ao cargo mais alto do Executivo paranaense, Rangel também tem uma aposta: levar o que deu certo em Ponta Grossa para o nível estadual. Entre as abordagens bem sucedidas no município que, na visão do prefeito, deveriam ser replicadas em todo Paraná está a educação em tempo integral e a terceirização e concessão de estruturas públicas deficitárias à iniciativa privada.

O prefeito de Ponta Grossa é o quarto entrevistado da série do Jornal da Manhã e do portal aRede que discute os desafios do Paraná com os virtuais candidatos ao cargo de governador.

Jornal da Manhã: O que te motiva a disputar o cargo de governador?

Marcelo Rangel: Eu tenho vontade de participar desse pleito diante da experiência que obtive no Poder Executivo e também como deputado na Assembleia Legislativa. Além disso, tivemos várias experiências positivas em políticas públicas apresentadas para Ponta Grossa e isso pode ser implantado também em nível estadual. Como exemplo cito a educação: nosso sistema educacional em horário integral não deve em nada para as escoladas de primeiro mundo e nós temos uma plataforma pedagógica que também gostaríamos de implementar no Governo do Estado. Mas além disso, o fato de podermos discutir assuntos pertinentes ao desenvolvimento industrial, emprego, segurança pública e descentralização da saúde pública me anima. Temos propostas para serem aplicadas e queremos mostrar que as ações tomadas aqui em PG são exemplares para o restante do Paraná. Além disso, em poucas vezes o interior do Estado teve protagonismo na disputa pelo cargo de governador, temos a chance de conquistar esse destaque. Quero dar protagonismo a PG nas discussões em nível estadual – a cidade sempre ficou aquém neste debate, chegou a hora de termos a voz necessária para implantar políticas públicas que deram certo na cidade e podem ser implementadas em todo o Paraná.

JM: Na sua opinião, quais serão os principais desafios do Estado para os próximos quatro anos?

Rangel: O Paraná ainda tem uma condição fiscal e orçamentária um pouco melhor que outros Estados, isso do ponto de vista de organização financeira e funcional. No entanto, há um problema crônico nacionalmente quando o assunto é o inchaço da máquina e o Governo do Estado acumula, assim como os municípios, despesas em setores que poderiam ser terceirizados ou concedidos – temos que discutir planos de terceirizações, privatizações e concessões que possam desonerar os cofres públicos. Acredito que o principal desafio do Paraná nesse momento é tornar a educação ainda mais eficiente: discutindo não só a questão da infraestrutura, mas também a ampliação do sistema pedagógico – acho que Ponta Grossa dá um ótimo exemplo disso. Existe essa possibilidade já que o Governo Federal tem linhas de financiamento nesse sentido e, além disso, o Estado poderia ter um plano muito bem elaborado de investimento nos contra turnos.

JM: O que o senhor pensa sobre o ajuste fiscal realizado pelo governador Beto Richa (PSDB)?

Rangel: Qualquer gestor público passa por degaste quando faz um ajuste administrativo e orçamentário e, normalmente, esses ajustes são necessários para garantir o andamento da máquina pública. No Paraná eram necessários ajustes, as mudanças administrativas, fiscais e tributárias realizadas prepararam o Estado para a crise que estava por vir. Claro que tudo isso gerou desgaste para o gestor público, por isso penso que ajustes, mudanças e até mesmo polêmicas, independente de quem esteja no governo, sempre existirão. O gestor precisa ter a capacidade política e administrativa de poder explicar com naturalidade e transparência possível para que as pessoas possam entender a necessidade de tais mudanças. Por isso, acredito que durante o ajuste fiscal feito pelo Governo do Estado faltou comunicação da administração com a sociedade, mas as mudanças eram necessárias.

JM: Qual a contribuição da sua trajetória política em uma virtual disputa pelo Palácio do Iguaçu em 2018?

Rangel: Passei pelo Legislativo e pelo Executivo, isso me deu uma experiência considerável para discutir a gestão da coisa pública. Na Assembleia, apresentei mais de 200 projetos de lei, sei quais as demandas estaduais e os problemas mais crônicos do Paraná enquanto governança. Eu trouxe essa experiência para ser prefeito de uma cidade grande em um momento muito difícil, a política está desacreditada e a população cobra muito mais, isso também me credencia a disputar o cargo de governador do Paraná. Hoje é muito mais difícil ser gestor, existem notícias horríveis de corrupção ao mesmo tempo que a população têm mecanismos facilitadores para cobrar uma boa gestão. Mesmo diante de todo esse cenário desfavorável, tivemos uma vitória quando pouquíssimos prefeitos conseguiram isso e essa reeleição me credenciou para um novo passo na minha vida pública. Não penso em disputar um cargo no legislativo estadual ou federal, mas a disputa pelo governo do Estado me anima, essa hipótese vejo com bons olhos. Posso contribuir nesse momento político com a minha experiência.  

JM: Qual o papel que PG teria nessa virtual candidatura?

Rangel: Ponta Grossa é a capital cívica do Paraná, sempre tivemos um posicionamento de rebeldia política, isso é histórico. Nossa cidade é extremamente politizada e aqui se cobra uma postura exemplar dos representantes políticos, o município é um exemplo para o Estado do Paraná, principalmente pela postura adotada na Prefeitura com relação à transparência, agilidade dos processos de industrialização e atração de novos investimentos, mas sempre com postura ética. Mostrando que Ponta Grossa pode ser um exemplo anticorrupção, podemos ser exemplo de uma política renovada em nível estadual. Penso que como o município foi exemplar em diversos momentos da história paranaense, podemos novamente dar o exemplo no setor político.  

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