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Cesar Silvestri aposta no ‘enxugamento’ da máquina pública para governar o PR

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01 de setembro de 2017 18:39

Afonso Verner

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/Imagem: Assessoria
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Advogado e especialista em Direito Público, Cesar Silvestri Filho disputou a primeira eleição em 2008, aos 27 anos de idade ao ser candidato ao cargo de prefeito de Guarapuava. Dois anos depois, Cesar conseguiu uma cadeira na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) como o candidato mais votado de Guarapuava. Silvestri chegou ao cargo de prefeito da cidade ao vencer a eleição em 2012 e conquistou a reeleição em 2016 – ele é um dos virtuais candidatos do PPS ao cargo de governador no próximo ano.

Cesar se considera membro dos quadros “não tradicionais da política paranaense” e disputa com o prefeito de Ponta Grossa, Marcelo Rangel, a condição de candidato do partido ao cargo de governador do Paraná. Silvestri aposta em uma gestão dinâmica para fazer com que o Estado supere os desafios dos próximos anos e destacou a necessidade de parcerias com a iniciativa privada e diminuição do tamanho da estrutura estatal.

Jornal da Manhã: O que te motiva a disputar o cargo de governador do Paraná em 2018?

Cesar Silvestri: Minha maior motivação é levar a experiência administrativa e de gestão empregada aqui em Guarapuava que, na nossa avaliação, trouxe resultados positivos em várias áreas, como a educação e saúde. No nosso formato de gestão a iniciativa privada é tida como uma parceira do município na superação dos desafios econômicos e estruturais. Nós enquanto sociedade mudamos, o Estado também precisa se reciclar. Se olharmos os nomes que têm se colocado como candidatos para a disputa de 2018, boa parte deles se repetem na política paranaense desde 1980, quero ser uma opção nova nesse momento tão complicado da política brasileira.

JM: Caso o senhor seja candidato pelo PPS, qual seria sua principal aposta de política pública para o Paraná?

Cesar: Aposto no conjunto das políticas públicas e não em apenas uma delas, isoladamente. Aqui em Guarapuava nós superamos ano a ano os indicadores na educação, além de uma drástica redução na mortalidade infantil e o município recebeu o maior volume de investimentos públicos na história, tudo isso de forma conjunta. Conseguimos isso com uma política de atração de investimentos, tivemos o maior volume de investimentos privados mesmo em momento de crise, mesmo sem ter o mesmo papel logístico do que outras cidades paranaenses.

JM: O que o senhor destaca da gestão realizada na Prefeitura de Guarapuava?

Cesar: Recebi o prêmio de prefeito empreendedor do Sebrai por conta do trabalho que realizei em Guarapuava, formalizando micro e pequenas empresas. Calcado nesse estilo arrojado de gestão, tivemos vários resultados positivos, como por exemplo mesmo diante da queda de repasses do Governo Federal temos todas as contas em dia. Nossa receita per capita é baixa em comparação as grandes e médias cidades paraenses, mas mesmo assim sempre conseguimos conceder reajuste salarial aos servidores, nunca atrasamos salário e o pagamento do 13º, temos todos os precatórios pagos em dia. Além disso, aprovamos planos de cargos e salários mesmo num ambiente de muita dificuldade. Há uma experiência de gestão que me legitima a busca de levar esse estilo para o Estado do Paraná, temos uma política séria e com lastro, não é só expectativa, existe resultado. Nosso projeto foi aprovado nas urnas, fui o prefeito eleito e reeleito com a maior votação do Paraná, tenho certeza que isso é um ativo político que de alguma forma me diferencia diante dos concorrentes.

JM: Na sua visão, quais são os principais desafios do Paraná nos próximos anos?

Cesar: O primeiro e mais importante desafio é rediscutir o tamanho das estruturas do Estado. Precisamos caminhar para termos um Estado mais enxuto, atualmente o Paraná está com um custeio muito prejudicado e isso limitou muito o investimento na infraestrutura. Com isso, começo a falar sobre o segundo desafio que é fazer o Estado retomar as grandes obras de infraestrutura – temos gargalos importantes que impedem o maior desenvolvimento do Paraná e precisamos superá-los. Para isso precisamos superar uma discussão que foi politizada e acabou inibindo a atração da iniciativa privada como parceria – desde 1996 o Paraná não fez nenhuma grande obra em parceria com a iniciativa privada, se ‘demonizou’ no estado a discussão das concessões com a iniciativa privada, enquanto isso Santa Catarina construiu três portos com recursos privados.

JM: Qual foi o prejuízo dessa ‘demonização’ do debate via concessões?

Cesar: Com a condução errônea do debate sobre parcerias do Governo com a iniciativa privada, tivemos problemas em várias esferas, principalmente no setor estrutural. No caso dos aeroportos regionais, por exemplo, só houve estruturação com dificuldade e isso dependeu só dos municípios, sem outras fontes de receita. O nosso sistema ferroviário é ineficaz e poderia ser modernizado em parceria com empresas interessadas no setor, área que foi vital para o desenvolvimento do Paraná nas décadas anteriores. Para retomar essa parceria, precisamos de projetos viáveis e de capacidade para serem operados pela iniciativa privada. Precisamos deixar o Paraná ainda mais competitivo, mais atrativo para grades empreendimentos e interiorizar o investimento estratégico em todas as regiões do Estado.

JM: Qual é sua opinião sobre as atuais concessões de pedágio no Paraná?

Cesar: Esse com toda certeza é o assunto mais importante da próxima eleição. O próximo governador terá como obrigação resolver essa questão. A minha opinião é que devemos deixar o contrato acabar, a conclusão está prevista para dezembro de 2021. Por isso o próximo governador deve, já no início do mandato, começar o debate sobre uma nova concessão, esse não um processo que se faz rápido, afinal são milhares de quilômetros de rodovias concedidos e isso poderá demorar até dois anos. A minha posição é essa: deve-se fazer um grande processo de concorrência com todas as concessionárias, esse processo deve ter novos parâmetros para termos uma garantia mais módica. Durante a concessão nos anos 1990, existia um outro cenário econômico e nós evoluímos muito de lá para cá.

JM: O que o senhor destaca na sua trajetória política? O que te credencia para ser o próximo governador do Paraná?

Cesar: Desde que entrei para a vida pública passei pelos dois ambientes: Legislativo e Executivo. Quando fui deputado estadual, tive como encargo ser relator do plano plurianual do Estado, membro de Constituição de Justiça, tenho um bom conhecimento do Legislativo Estadual do Paraná. Quem se propõe ser govenador tem que conhecer o Executivo – tenho uma gestão exemplar em Guarapuava, com avanços em vários setores e responsável por um crescimento histórico da cidade. Soma-se a isso a minha experiência profissional: tenho formação acadêmica, atuarei muito tempo em Brasília e esse período me deu uma visão política importante. Acredito que nesse momento em que a política está em crise, precisamos de novas lideranças que debatam temas importantes para o desenvolvimento do Estado.  

JM: Caso o senhor seja candidato, quais partidos gostaria na coligação?

Cesar: Nesse caso o primeiro ponto é trabalhar para fortalecer a candidatura. Temos um momento político que é propício para projetos novos, favorável ao fortalecimento de quadros não tradicionais da política, onde me insiro. Por isso quero criar um diálogo com as diversas lideranças, viabilizar alianças, e isso só acontecerá no próximo ano. Por hora, todos os partidos estão de observando, de olho também na reforma política que está sendo debatida em Brasília. Por isso quero me tornar um candidato mais viável, quanto maior a força maior também é a capacidade de aglutinação.

JM: No caso de uma candidatura, qual é a importância de Ponta Grossa neste cenário?

Cesar: Ponta Grossa seria fundamental, é um município que tem história e é um polo importantíssimo na região dos Campos Gerias. PG inspira os grandes municípios do interior diante da capacidade que tem em alocar grandes indústrias e de atrair investimentos. A cidade é importantíssima também porque só serei candidato se passar pelas prévias do partido, conto com a parceria do prefeito Marcelo Rangel caso isso aconteça – ele é meu amigo e colega de partido. Espero que haja uma reciprocidade por parte dele – se o Marcelo for escolhido para continuar, ele terá o meu apoio.

Quem

Cesar Augusto Carollo Silvestri Filho tem 37 anos de idade e é o prefeito reeleito de Guarapuava. Filiado ao PPS, Silvestri é um dos pré-candidatos apresentados pelo partido ao cargo de Governador do Paraná em 2018. Especialista em Direito Público, César é neto do ex-prefeito Moacyr Júlio Silvestri e entrou na vida pública aos 27 anos, além de acumular experiência de ter atuado em Brasília como assessor. O prefeito de Guarapuava também já foi deputado estadual e participou de discussões importantes na Assembleia Legislativa do Paraná (Alep).

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