Pessuti assume BRDE e quer ampliar oferta de recursos

Cotidiano

14 de novembro de 2017 14:39

Fernando Rogala

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Nos últimos sete anos, o Governdo do Estado aumentou em 1.400% os recursos disponibilizados ao setor produtivo. A afirmação é do governador Beto Richa, que participou nesta terça-feira (14) da cerimônia de posse do ex-governador Orlando Pessuti na presidência do Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE). Os recursos mencionados por Richa são do próprio BRDE e da Fomento Paraná, entidades de financiamento a projetos de diversos setores da economia. “São mecanismos que contribuem de forma decisiva com o fomento à produção no Paraná e o desenvolvimento da nossa economia”, disse Richa.

O governador também destacou a ampliação da capacidade de financiamento do banco. “Os financiamentos são bilionários, e o maior percentual ficou para o Paraná”, afirmou. Ele também citou a capitalização do BRDE feita pelo Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Cada estado destinou R$ 200 milhões, totalizando R$ 600 milhões, que permitiram alavancar em sete vezes a capacidade de financiamento do banco. “Foi a maior capitalização feita por um governo nos 56 anos de história do BRDE”, ressaltou o governador.

Como controladores do BRDE, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul estabeleceram governança colegiada na instituição, cabendo a cada estado assumir a presidência do Banco por um período de um ano e quatro meses, dentro do tempo de mandato de seus respectivos governadores. Pessuti era vice-presidente do BRDE e diretor administrativo da agência paranaense do banco. Na presidência ele substitui a Odacir Klein, do Rio Grande do Sul.

O novo presidente destacou o apoio do BRDE ao setor produtivo, em especial ao agronegócio. “O banco atua em todos os setores: na agricultura, comércio, indústria, prestação de serviços, atua com os municípios, somos o principal agente financiador dos recursos de inovação da Finep”, disse. “E estes mais de R$ 1 bilhão que investimos todos os anos no Paraná têm propiciado o desenvolvimento do Estado, basta ver os índices de crescimento que são superados a cada ano”, afirmou.

Para o ex-presidente do Banco, Odacir Klein, o desafio da atual gestão é ampliar as fontes de recurso de financiamento, buscando parcerias com entidades como a Financiadora de Estudo e Projetos (Finep). “Enquanto a minha gestão enfrentou a crise econômica e problema da inadimplência, agora é preciso resolver o problema da diminuição dos recursos do BNDES. Agora estamos na busca de outros meios, recursos internacionais e das mais diversas origens”, explicou.


Sustentabilidade

Durante a posse, também foi assinado um memorando de entendimento (MoU) entre o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e o BRDE. A proposta é fortalecer a colaboração entre as partes em áreas de interesses comuns para promoção e alcance dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) na Região Sul.

Richa ressaltou que o Paraná foi o primeiro estado do mundo a aderir às metas da ONU e que, agora, o acordo foi expandido às empresas públicas e aos 399 municípios paranaenses. “Em janeiro, o Paraná vai receber, na Suíça, um reconhecimento pela adesão aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável propostos pela ONU”, disse. “Todas as medidas e ações tomadas pelo governo são revestidas pela preocupação com o meio ambiente. Um exemplo é o Porto de Paranaguá, que ficou em primeiro lugar em desenvolvimento ambiental no Brasil”, ressaltou.

“Este acordo demonstra que o BRDE, ao longo de sua história de 56 anos, trabalhou para que tivéssemos desenvolvimento, geração de emprego e renda, dentro dos preceitos do desenvolvimento econômico, social e sustentável”, afirmou Pessuti. “OS ODS procuram a inclusão, o respeito ao meio ambiente e ao espaço que vivemos. A parceria com o PNUD e a ONU reconhece que o BRDE está no caminho certo de suas ações”, destacou.

O diretor do PNUD no Brasil, Didier Trebucq, explicou que a ONU fixou, em 2015, um plano de metas e ações para atingir o desenvolvimento sustentável e combater as mudanças climáticas nos próximos 15 anos, a Agenda 2030. “Buscamos uma nova era baseada na sustentabilidade e na capacidade da nossa geração de cuidar da próxima. É muito importante a participação dos governos e das instituições financeiras para atingir os objetivos da Agenda 2030”, afirmou.



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