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Palocci diz que pode revelar "nomes e operações" para a Lava Jato

Cotidiano

21 de abril de 2017 14:31

Da Redação

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/Imagem: Fotos Públicas
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Ex-ministro afirmou que tem “nomes, endereços e operações” que poderiam ajudar as investigações da Lava Jato

O ex-ministro Antônio Palocci disse nesta quinta-feira (20), em depoimento ao juiz federal Sérgio Moro, que está disposto a colaborar com as investigações e apresentar "nomes, endereços e operações realizadas", que podem render mais "um ano de trabalho" à Operação Lava Jato. Palocci foi interrogado na ação penal em que é acusado pela força-tarefa de procuradores de operar um suposto esquema de caixa 2 para o PT.

Ao final do depoimento no qual negou ter arrecadado propina ao partido, o ex-ministro disse que está à disposição de Moro para revelar situações que optou por não falar durante a audiência "por sensibilidade da informação".

"Todos os nomes e situações que optei por não falar aqui, por sensibilidade da informação, estão à sua disposição. O dia que o senhor quiser, se tiver com a agenda muito ocupada, a pessoa que o senhor determinar, eu imediatamente apresento todos esses fatos com nomes, endereços, operações realizadas e coisas que vão ser certamente de interesse da Lava Jato, que realiza uma investigação de importância, e acredito que isso dá um caminho que talvez vai lhe dar mais um ano de trabalho, mas é um trabalho que faz bem ao Brasil", disse Palocci.

O ex-ministro está preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde setembro do ano passado. Na ação penal, Palocci e mais 14 pessoas são acusadas dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro.

De acordo com a Polícia Federal, a empreiteira Odebrecht tinha uma “verdadeira conta-corrente de propina” com o PT, partido do ex-ministro. Para os investigadores, a conta era gerida por Palocci, e os pagamentos a ele eram feitos por meio do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht – responsável pelo pagamento de propina a políticos – em troca de benefícios indevidos no governo federal. No depoimento, o ex-ministro negou que tenha atuado para beneficiar a empreiteira ou que tenha pedido doação de campanha via caixa 2.

As informações são da Agência Brasil.

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