Maioria dos casos do ‘Baleia Azul’ foi percebida em escolas

Cotidiano

20 de abril de 2017 14:20

Da Redação

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/Imagem: Banda B
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Curadores ameaçam até familiares das vítimas durante o jogo que ganhou destaque nos últimos dias

Com a confirmação de dois casos e a suspeita de outros seis, a Polícia Civil iniciou nesta quarta-feira (19) uma força-tarefa para coibir novas situações de automutilação e tentativas de suicídio provocadas pelo jogo ‘Baleia Azul’. De acordo com a Secretaria de Segurança Pública do Paraná (Sesp), um dos casos confirmados é de Curitiba, no qual a vítima de 14 anos chegou a convocar colegas para filmar o ato extremo. A outra situação confirmada é de Pato Branco, no sudoeste do Paraná. A maioria dos casos foi percebida em escolas e, em alguns deles, os “curadores” chegaram a ameaçar fazer mal para familiares das vítimas em caso de desistência.

No jogo, que agora é alvo de investigação da Divisão de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Núcleo de Combate aos Cibercrimes (Nuciber), Núcleo de Proteção à Criança e ao Adolescente Vítima de Crime (Nucria) e Centro de Operações Policias Especiais (Cope), os adolescentes recebem mensagens em redes sociais com tarefas a serem cumpridas. Nas conversas, um grupo de organizadores, denominados de “curadores”, propõe 50 desafios aos adolescentes, como automutilação, assistir filmes de terror e psicodélicos e, como tarefa final, o suicídio.

Segundo o secretário Wagner Mesquita, o foco das forças de segurança acontece no sentido de identificar e responsabilizar os envolvidos por incitação ao suicídio. “De ontem para hoje, já apreendemos computadores, celulares e conversamos com familiares das vítimas. Perfis já estão sendo identificados e nosso foco é encontrar esses moderadores, que estão praticando o ato criminoso. A autoflagelação é um problema multidisciplinar, muito grave, e os profissionais de escola estão encontrando esse perfil, então fica o alerta também para os pais”, disse.

Identificados, os “curadores” podem responder por incitação ao suicídio. Delegado-chefe da DHPP, Fábio Amaro, explicou que os responsáveis podem ser enquadrados em três artigos do código penal. “A pena para instigação ou induzimento chegue ao suicídio é de três a seis anos de prisão. No caso de lesão corporal, um a três anos de reclusão. A diferença nas tipificações é de que no induzimento, a pessoa ainda não tinha o pensamento suicida e é levada a isso independentemente de ter a predisposição. Na instigação, já há esse pensamento, então a uma estimulação. Já o terceiro é participar efetivamente do ato extremo”, explicou.

Em Curitiba, as suspeitas podem ser comunicadas diretamente ao Nucria, que vai fazer o primeiro atendimento, com o apoio de psicólogos especializados. “Temos ouvido relatos de adolescentes que querem desistir, mas quero deixar claro que não há possibilidade de problemas para familiares. Pode denunciar tranquilamente para os pais”, concluiu Mesquita.

Investigação

A Polícia Civil investiga cinco casos com possibilidade de incitação ao autoflagelamento de jovens entre 13 e 17 anos, que foram atendidos em Unidades de Pronto Atendimento (UPA) de Curitiba nesta semana: um na UPA Pinheirinho e outros quatro na UPA Sítio Cercado. Entre os casos, quatro são de meninas com intoxicação por medicamentos.

Em Pato Branco, outro caso semelhante foi formalizado com boletim de ocorrência. A Sesp também solicitou que a Polícia Científica dê prioridade a eventuais perícias em celulares e computadores apreendidos envolvendo estes casos.

 As informações são da Rádio Banda B.

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