aRede aRede aRede
aRede
MPF firma acordo com dez países para investigar Odebrecht

Cotidiano

17 de fevereiro de 2017 13:37

Afonso Verner

  • Comentários
    0 compartilhados
  • Imprimir

Relacionadas

DJ e produtor Avicii é encontrado morto aos 28 anos

Governo sinaliza melhorar atendimento a autistas

Vacinação contra a gripe começa nesta segunda-feira

Nota Solidária já destinou mais de R$ 12 mi a 94 entidades de saúde
Jovem sem CNH cruza preferencial e mata mulher em trânsito de Curitiba
Eurodeputados pedem a governos que boicotem a Copa
Trem com 4,5 t de fezes é retirado de cidade nos EUA
/Imagem: Agência Brasil
PUBLICIDADE

Documento ressalta acordo de leniência entre a empresa e o MPF. Investigação premiada envolve 78 ex-executivos

O Ministério Público Federal (MPF) firmou ontem (16), com nove países da América Latina e com Portugal, o mais amplo acordo de colaboração internacional ligado à Operação Lava Jato, com o objetivo de investigar desvios cometidos pela empresa Odebrecht.

O documento ressalta que o acordo de leniência firmado pela Odebrecht com o MPF e as colaborações premiadas de 78 ex-executivos e funcionários da empresa têm uma cláusula de confidencialidade vigente até 1° de junho de 2017.

Em razão desse sigilo e diante do grande interesse das procuradorias-gerais e fiscais dos países envolvidos em ter acesso às informações antes do fim do prazo, o acordo de colaboração foi firmado. A assinatura foi ontem (16), em Brasília, na sede da Procuradoria-Geral da República (PGR).

O documento determina que sejam criadas equipes de investigação bilaterais e multilaterais para investigar a Odebrecht. Além do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, firmaram o acordo os procuradores-gerais e fiscais da Argentina, do Chile, da Colômbia, do Peru, México, Equador, Panamá, da Venezuela, República Dominicana e de Portugal.

Em ao menos quatro países latino-americanos – Colômbia, Equador, Venezuela e Peru – as investigações contra a Odebrecht já geraram consequências como a prisão de suspeitos. Entre as prisões decretadas, está a do ex-presidente do Peru Alejandro Toledo, acusado de receber cerca de US$ 20 milhões em proprinas ligadas à construção de uma rodovia.

No início de janeiro, a Odebrecht fechou um acordo de colaboração com os promotores peruanos, no qual concordou em devolver R$ 30 milhões aos cofres públicos do país, relativos a ganhos ilícitos.

Em dezembro, em um acordo de leniência firmado em conjunto entre a empresa, Brasil, Estados Unidos e Suíça, a Odebrecht admitiu ter pago mais de US$ 1 bilhão em propinas a autoridades e funcionários dos governos de ao menos 12 países.

As informações são da Agência Brasil.

PUBLICIDADE
IVC Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização