aRede aRede aRede
aRede
Lideranças discutem solução do repasse do ICMS do Projeto Puma

Campos Gerais

13 de dezembro de 2017 20:56

Da Redação

  • Comentários
    0 compartilhados
  • Imprimir

Relacionadas

Caminhão carregado com milho pega fogo

Ladrões roubam carro dos Correios e saqueiam carga

Homem é preso com arma após ameaçar ex-mulher

Briga de moradores de rua acaba com um esfaqueado
34ª Feira de Malhas de Imbituva começa nesta sexta
Região pede apoio ao Estado para ampliar oferta de saúde
Engavetamento na BR-376 deixa quatro vítimas graves
/Imagem: Divulgação
PUBLICIDADE

A divisão e o repasse de metade do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) arrecadado da Klabin, em Ortigueira, para onze municípios na região dos Campos Gerais e do Norte Pioneiro foi pauta de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná nesta quarta-feira (13). As cidades possuem base florestal para fornecimento de matéria-prima à indústria de celulose e audiência aconteceu após uma proposição da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda; da Comissão de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior e da Liderança do Governo.

Um convênio assinado ainda em 2012, antes mesmo da definição da localidade para a instalação do parque fabril do denominado projeto Puma, estabeleceu que 50% da arrecadação do imposto gerado pela Klabin fosse destinado ao município sede da indústria (Ortigueira), com o restante sendo partilhado entre aqueles que integram as áreas de floresta da empresa.

No entanto, a divisão destas receitas ainda é incerta, uma vez que os ajustes de ordem legal e técnica ainda precisam ser feitos por parte do município de Ortigueira. “Queremos encontrar uma forma de realização deste convênio e que se faça a devida redistribuição do ICMS, como forma de justiça fiscal, até para potencializar o desenvolvimento econômico destas localidades que precisam destes recursos”, afirmou o deputado Marcio Pauliki (PDT), presidente da Comissão de Indústria, Comércio, Emprego e Renda e coordenador da audiência.

O prefeito Gimerson de Jesus Subtil, de Sapopema, disse acreditar que o município de Ortigueira não abrirá mão de parte desta receita, ainda que estabelecido em convênio. “É desanimador. Não acredito que a situação será efetivamente resolvida, porque não vejo a possibilidade de a Prefeitura de Ortigueira fazer isso. Se até agora não se chegou a um termo sobre esse assunto, acho difícil que tenhamos mudanças neste sentido”.

Por outro lado, para o prefeito de Congoinhas, Luciano Merhy, a expectativa é de que o impasse seja efetivamente superado com o auxílio da Assembleia Legislativa. “Percebo que há um sentimento de decepção por parte dos prefeitos que esperam estes repasses. Mas acredito que existem alternativas e estamos aqui justamente para isso, porque os deputados podem intermediar e nos auxiliar. Então agradecemos à Casa por se prontificar a atuar nesta celeuma e acredito que, com ajuda dos deputados, possamos avançar”.

Estado apresenta alternativas para o problema

O repasse do Estado para os municípios representa 25% da arrecadação do ICMS. Uma das possibilidades apresentadas na reunião, sugeridas pelo assessor econômico da Secretaria de Estado da Fazenda, Francisco de Assis Inocêncio, seria pela própria transferência voluntária dos recursos pelo município de Ortigueira ou até mesmo por legislação específica. “Hoje não se poderia fazer qualquer manobra em relação ao repasse, porque estaríamos diante de alguma inconstitucionalidade. O repasse aos municípios representa o percentual conforme critérios legais. Nem mesmo um estorno contábil seria viável. No entanto, o município que recebesse esta receita poderia fazer transferências voluntárias para os demais”.

Intervenção

O deputado Tercílio Turini (PPS) ressaltou a necessidade de haver um entendimento entre as prefeituras para que seja feito o justo repasse para os municípios. De acordo com o parlamentar, caso isto não ocorra, o Poder Legislativo poderá intervir para superar o impasse. “Se não houver solução, entendo que a Assembleia poderá legislar sobre isso, dando regularidade e validade para esta questão, que é de interesse público”, disse.

As informações são da assessoria. 

PUBLICIDADE
IVC Este material não pode ser publicado, transmitido por broadcast, reescrito ou redistribuído sem prévia autorização