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Cidades dos Campos Gerais lideram na produção agropecuária nacional

Agronegócio

29 de setembro de 2017 19:59

Fernando Rogala

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Municípios da região dos Campos Gerais mantiveram, em 2016, a posição de destaque nacional na produção em diversos setores da pecuária, ampliando, inclusive, a participação em alguns ramos. Números revelados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base na produção do ano passado, mostram a liderança, por exemplo, na produção leiteira, e de mel, por municípios da região. E não é apenas na pecuária: outro levantamento, do mesmo IBGE, também revelado nesta semana, com base na extração vegetal e silvicultura, evidencia cidades do segundo planalto paranaense que lideram o ranking na produção madeireira. 

Castro é o município que mais aparece nas listas nacionais, referentes à pecuária. Já reconhecida como a “Capital Nacional do Leite”, por ser a cidade que mais produz o líquido, em 2016 ampliou a produção e elevou a diferença para o segundo município que mais produziu. No ano passado, foram 255 milhões de litros, ou seja, 2% a mais do que os 250 milhões produzidos em 2015. Esse valor é mais do que o dobro da quarta maior produtora, a cidade de Coromandel (MG), com 121 milhões de litros produzidos. A segunda maior produtora nacional foi Patos de Minas (MG), com 152,7 milhões de litros produzidos – em 2015 esse valor foi de 149,6 milhões. Outra cidade da região figura entre as maiores produtoras: Carambeí somou 150 milhões de litros em 2016, se aproximando da segunda colocada. Em 2015 esse valor era de 140 milhões de litros (alta de 7,1%).

A cidade mais antiga dos Campos Gerais aparece no ‘top 20’ no segmento suíno e avícola. A instalação da Unidade Industrial de Carnes (Alegra), fruto de um investimento da intercooperação, tem elevado a criação de suínos em Castro. Com isso, hoje o município ocupa a 18ª colocação nacional no ranking de produção de leitões, com 210 mil cabeças. A líder nacional é Toledo (PR), com pouco mais de um milhão. Em matrizes suínas, o destaque é ainda maior, ocupando a quarta colocação nacional, mostrando o potencial de crescimento do setor, com 38 mil unidades. Já no ranking nacional de galináceos, Castro conta com 8,3 milhões de cabeças, o que a coloca na 16ª posição no Brasil.

Presidente da Sociedade Rural dos Campos Gerais, Edilson Gorte relaciona a referência regional ao histórico dos Campos Gerias, já que era rota dos tropeiros, e também pela imigração. “É uma região pioneira, já que por aqui passaram os tropeiros, que foram fixando residência, que são pessoas ligadas realmente com a terra. Assim como são os imigrantes que vieram para cá, os holandeses e alemães”, afirma, ressaltando o desenvolvimento e o investimento feito por eles, com a evolução ao longo dos anos. Posição de destaque a qual deve crescer com a fábrica da Alegra e do Complexo Avícola projetado para Jaguariaíva. “Vai melhorar de uma forma extraordinária. Vão fazer um ‘boom’ na nossa região na produção”, completa. 


Produção regional de madeira é destaque nacional 

A região de Telêmaco Borba é a maior produtora de madeira do Brasil. A própria Telêmaco Borba, que sedia a Unidade Monte Alegre da Klabin, é a cidade que mais produziu madeira em 2016, totalizando 3,5 milhões de m³ no ano passado. Somados com os outros cinco municípios que compõem a regional, são 8,5 milhões de metros cúbicos. Entre essas outras cidades, Ortigueira (sede da nova unidade da Klabin, a Puma) produziu 1,7 milhão de m³ e Tibagi 1,4 milhão. O segundo maior município produtor do Brasil é Três Lagoas, onde a produção atingiu a marca de 2,7 milhões de m³. Ortigueira aparece na quinta posição nacional, enquanto que Tibagi na 11ª. Na comparação com o ano passado, a regional aumentou a produção em 76,8%, ao subir de 4,83 milhões de m³ para 8,54 milhões de m³, enquanto que Telêmaco Borba quase dobrou essa produção (92% de alta), já que o total produzido em 2015 foi de 1,82 milhões de m³


Ortigueira é líder em produção de mel

Três municípios dos Campos Gerais estão entre os 20 maiores produtores de mel do Brasil. Ortigueira, que também se caracteriza pela produção madeireira, manteve a liderança nacional de mel em 2016: foram 700 toneladas no ano passado, valor que representa 1,8% de toda a produção brasileira. Arapoti também obteve evidência no ano passado, ocupando a terceira posição neste ranking, com 464 toneladas produzidas. Já Prudentópolis, reconhecida pela produção de feijão, também é referência em mel, aparecendo como o 13º maior produtor do Brasil.



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