Banco do Brasil projeta liberar R$ 103 bi para financiar a safra

Agronegócio

11 de julho de 2017 20:30

Fernando Rogala

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Banco do Brasil lançou oficialmente, nesta terça-feira, em todo o país, o Plano Safra 2017/2018. Assim como um evento estadual, no Palácio Iguaçu, houve, também o lançamento regional nos Campos Gerais, no edifício onde funciona a Gerência Regional do Banco do Brasil (rua Augusto Ribas, esquina com a rua Marechal Deodoro. Em Ponta Grossa o evento ocorreu às 9h, voltado para produtores rurais e imprensa, com transmissão ao vivo do lançamento nacional, em cerimônia no Centro Cultural Banco do Brasil, em Brasília. O banco é o maior agente financiador do Plano Safra no País, com a perspectiva de liberar R$ 103 bilhões dos R$ 190 bilhões estimados pelo Ministério da Agricultura. O Paraná terá até R$ 13,6 bilhões do Banco, mas números regionais ainda não foram divulgados.

A maior parte dos recursos, R$ 91,5 bilhões, será para destinado para oo crédito rural aos produtores e cooperativas. Deste montante, R$ 72,1 bilhões serão direcionados para operações de custeio e comercialização; enquanto R$ 19,4 bilhões deverão ser utilizados para créditos de investimento agropecuário. Os R$ 11,5 bilhões restantes serão destinados para empresas da cadeia do agronegócio. Em relação ao ano passado há uma redução de um ponto percentual nos juros para essas modalidades, de 9,5% para 8,5%; e de 8,5% para 7,5%.  Outro R$ 1 bilhão será voltado para o Programa de Construção e Ampliação de Armazéns. Será ofertado também R$ 1 bilhão por meio do Programa de Incentivo à Inovação Tecnológica na Produção Agropecuária (Inovagro).

A agricultura familiar deverá ficar com R$ 14,6 bilhões, através dos recursos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), cujas taxas de financiamento serão mantidas entre 2,5% e 5,5% ao ano. O superintende do Banco do Brasil, Neirim Goulart Duarte. Do total para o Paraná, R$ 2,3 bilhões serão para a agricultura familiar.  

O governador Beto Richa ressaltou o montante liberado no Brasil e a importância dos recursos para o desenvolvimento da agricultura. “É o maior volume da história do País para custeio, comercialização e investimento na agropecuária. Isso é importante, pois o setor contribui para a balança comercial brasileira e a economia do Paraná”, afirmou.



Valor financiado na safra 2016/2017 atingiu R$ 137,2 bi

Os financiamentos agropecuários da agricultura empresarial no ano agrícola 2016/17 totalizaram R$ 137,2 bilhões, sendo R$ 82,3 bilhões para custeio, dos quais 78,8% a juros controlados e 21,2% a juros livres, R$ 23 bilhões para comercialização, R$ 26,5 para investimentos e R$ 5,4 bilhões para industrialização. De acordo com a Secretaria de Política Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as contratações de crédito rural na safra 2016/2017, que finalizou no último dia 30 de junho, mantiveram a mesma distribuição observada nas últimas safras.

A queda observada em relação ao custeio se deve ao fato de a industrialização não mais ser classificada como custeio, figurando como modalidade específica do crédito rural. Enquanto o crédito de custeio a juros controlados teve redução de 19% em relação à safra anterior, este crédito a juros livres aumentou 72%, em grande parte graças ao direcionamento de recursos provenientes da emissão de LCA (Letra de Crédito do Agronegócio) para o crédito rural

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