Curso potencializa a produção leiteira na região

Agronegócio

04 de julho de 2017 22:28

Fernando Rogala

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Mais duas turmas de produtores de leite da Frísia Cooperativa Agroindustrial de Carambeí e Imbituva foram certificadas no Master Dairy Administration (MDA), capacitação gerencial das propriedades que visa aumentar o desempenho dos animais, com qualidade e elevação da produção. Ao todo já são três grupos formados, com 103 produtores e 14 técnicos, em apenas dois anos de implementação do curso.

Segundo Jefferson Tramontini Pagno, coordenador de Pecuária Leiteira da Frísia, é nítido o resultado nas 38 propriedades onde o curso foi aplicado. “Melhoraram os resultados na qualidade, na eficiência dos processos e no preço do leite que é vendido”. Quanto maior a qualidade do produto, melhor é o valor da venda.

O curso tem um ano de duração, dos quais cinco meses de teoria. Os demais meses são para a aplicação da prática ensinada em campo, quando há auxílio dos técnicos na implementação das ferramentas, e com os encontros (workshops) para discussões. “Entre três e quatro meses já é possível ver o resultado do curso, com ações como melhoria das condutas internas na propriedade, padronização das atividades, identificação dos problemas e redução do desperdício, entre outras”, destaca Pagno.

A médica veterinária da cooperativa, Tanaane Ienk, afirma que a principal mudança vista acontece com o produtor que realiza o curso. “A transformação está na pessoa que começa a acreditar em seu potencial. E não importa como é a propriedade, seja uma área familiar com pais e filhos trabalhando ou uma fazenda com funcionários”.


Meta

Simone Sluzala Rossa tem uma propriedade de cerca de 100 hectares no município de Irati e afirma que, com o curso, pôde identificar como cada setor deve ser trabalhado. “Já deu para perceber mudanças no volume do leite ordenhado, melhoria na sanidade, com a criação de um calendário sanitário”, conta a produtora, “e também no acesso às vacas para a ordenha, o que promoveu mais conforto aos animais e menos estresse”. 

Rossa lembra que, devido ao desempenho obtido no curso, recalculou a meta estipulada para 2017. “Eu tinha uma meta de produção para o fim deste ano, mas, por causa da evolução, tive que criar uma segunda versão dessa meta, mais avançada.”

Já a produtora Karina Andreatto, que possui 400 hectares em Prudentópolis, afirma que o curso mudou o seu jeito de pensar, adquirindo a revisão dos hábitos. “Melhorou até a forma que conversamos com os funcionários”, afirma.  Ela está em um processo de sucessão da propriedade, até então administrada pelos pais, que começou há cerca de um ano. “A organização foi a primeira coisa que notei, com as funções sendo separadas, o que facilita na tomada de atitudes”.

“O atual resultado se deve ao empenho e trabalho da primeira turma, que acreditou e deu energia para o MDA”, destaca Pagno. “Para a quarta turma já temos 17 produtores na lista pré-inscrição, mesmo sem termos aberto ainda a inscrição”, conclui.

O primeiro MDA começou em 2016, após iniciativa do Comitê Pecuário de Leite da cooperativa. A ideia é aumentar ainda mais a produção leiteira com o aprimoramento da gestão da propriedade, no qual se tem total controle dos processos, análise contínua do desempenho, melhora na comunicação entre gestores e funcionários, entre outros conceitos. Os cursos são ministrados pela Clínica do Leite, instituição referência em pesquisa no setor e vinculada ao Departamento de Zootecnia da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz da Universidade de São Paulo (Esalq/USP).

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