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Produtor de PG conhece tecnologia renovável na Europa

Agronegócio

16 de junho de 2017 14:20

Fernando Rogala

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O presidente do Sindicato Rural de Ponta Grossa e do Núcleo Sindical Rural dos Campos Gerais, Gustavo Ribas Netto, faz viagem técnica promovida pela FAEP para conhecer novas tecnologias sobre energia renovável utilizada na Europa. A viagem é de duas semanas e produtores de diversas cidades do Paraná tem a oportunidade de trocar experiências com produtores europeus, para conhecer como as propriedades rurais do outro continente trabalham para produzir alimentos e transformar resíduos sólidos e líquidos em energia renovável.

Ribas Netto, relata que a primeira visita ocorreu na Alemanha e na Áustria e comprova que existe um potencial enorme para aproveitar o resíduos pra produzir energia. “A Alemanha aproveita os resíduos e também utiliza, o que hoje para nós são insumos, entre eles, milho, trigo, cevada, aveia, para gerar energia. Já na Áustria é um pouco diferente, pois aproveita todos os resíduos para gerar energia”, explica o presidente sindical. Assim, ele explica que o Brasil perde espaço neste segmento, pois possui muito potencial com subprodutos que podem ser utilizados na produção de energia. Ele lembra que é possível produzir energia eólica, biogás, solar, entre outras, mas, infelizmente, o país está engatinhando neste setor

O líder sindical também relata que existe no Brasil, há uma ou outra iniciativa de produtores pioneiros, porém eles sofrem com a falta de políticas justas que propiciem a produção e comercialização deste tipo de energia. Segundo ele, não existe incentivo do governo federal, estadual e intenção para que isso progrida. “Porém, isso é essencial para o desenvolvimento do país. Podemos perceber nesta visita, que os países europeus defendem a soberania, o produtor, a população, para que tenham um processo sustentável e olhando o ponto de vista de todos. Já no Brasil, parece que isso é o contrário, pois percebesse que se preocupam mais com a política externa e no que os outros países pensam, do que com a sua população brasileira”, compara Gustavo Ribas Netto.

O presidente destaca que a Áustria tem uma preocupação muito grande na geração do biogás, pois quer não ficar dependente do gás natural da Rússia e assim fornecer uma energia renovável aos seus moradores. “A Áustria defende assim a sua soberania de uma maneira sustentável com políticas que atendem desde o produtor até quem mora na cidade. Portanto, a lição que aprendemos até o momento é que temos que valorizar o nosso país e lutar por nossa soberania”. Ao analisar este fato, Ribas Netto acredita que é necessário criar políticas públicas para incentivar a produção de energia renovável valorizando o produtor, como acontece na Europa.  E, desta forma, privilegiar não só um segmento mas sim toda a sociedade”, acredita.

Nos próximos dias, eles continuam com a viagem para conhecer outras propriedades de diversos países europeus, e como eles trabalham para gerar alimentos, e, ao mesmo tempo, utilizar recursos renováveis para a produção de energia.

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