Paraná tem melhor produtividade de soja no mundo

Agronegócio

20 de abril de 2017 17:19

Fernando Rogala

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A produtividade média da soja no Paraná será a mais alta do mundo nesta safra. Com a colheita de 3,6 toneladas por hectare, o Estado supera em 4% o montante colhido nos Estados Unidos, maior produtor do planeta, que atingiu uma média de 3,5 ton/hectare. O volume paranaense também é 11% superior à média brasileira, que alcança 3,2 ton/hectare. Na região dos Campos Gerais essa média é ainda superior, estimada em 3.750 mil quilos por hectare, chegando a 5 toneladas por hectare, em algumas propriedades em específico.

A estimativa é que o Paraná produza 19 milhões de toneladas de soja na atual safra - uma alta de 13% sobre o volume registrado na colheita passada. Segundo dados do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria da Agricultura e Abastecimento, o clima e a capacitação do agricultor contribuíram para a evolução da produção. 

O Deral também destaca que a safra de verão deve alcançar 24,2 milhões de toneladas neste ano – 19% a mais do que no ano passado. Além da soja, entram nesta soma as lavouras de milho e de feijão. “Estes números confirmam a eficiência dos produtores rurais paranaenses, que ano a ano, buscam aprimorar o desenvolvimento tecnológico como forma de melhorar a produtividade e a rentabilidade das lavouras”, afirma o secretário da Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. 

Marcelo Garrido, técnico do Deral, reforça que a capacidade técnica do agricultor e os serviços de assistência mantidos no Paraná garantem ao Estado o segundo posto na produção de grãos no Brasil. “Neste ano, o clima beneficiou a produção”, disse ele. “Mas, junto com isso, sempre há investimento em tecnologia e no bom manejo das lavouras”, destaca. 

A estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) é que o PIB do agronegócio paranaenses suba 1,5% neste ano, contra uma queda de 2,4% projetada para 2016 (os números oficiais ainda não estão disponíveis). “Quando maior a produção, mais dinheiro circula. Com isso a economia segue rodando”, comemora Garrido.

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